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Buzina alta pode prejudicar a audição? Veja os riscos da poluição sonora

Por Lara
10/08/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / diego_cervo

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O uso indevido da buzina no trânsito, que recentemente voltou a ser discutido por conta de multas previstas no Código de Trânsito Brasileiro, vai muito além de uma simples infração. A exposição constante a sons altos, como os de uma buzina acionada de perto, representa um risco real para a audição e pode desencadear uma série de problemas de saúde associados à poluição sonora.

A resposta curta é sim: buzinas altas podem prejudicar seriamente a audição. O som é medido em decibéis (dB), e uma buzina de carro comum pode facilmente ultrapassar 110 dB — a legislação brasileira, por exemplo, permite um limite máximo de até 112 dB. O problema é que a exposição a qualquer ruído acima de 85 dB já é considerada perigosa, e o dano depende diretamente do tempo de exposição. Enquanto o limite seguro para 85 dB é de oito horas diárias, para um som de 110 dB, esse tempo cai para menos de dois minutos, podendo causar danos permanentes às células sensoriais do ouvido interno.

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Essas células, uma vez destruídas, não se regeneram. O resultado é a perda auditiva progressiva e, em muitos casos, o surgimento de zumbido, uma condição que provoca um chiado ou apito constante nos ouvidos e que frequentemente não tem cura. Um único disparo de buzina muito próximo de uma pessoa pode causar um trauma acústico, com potencial para levar a uma perda auditiva imediata.

Além da surdez: outros efeitos da poluição sonora no corpo

A poluição sonora não afeta apenas os ouvidos. O barulho excessivo e constante do trânsito urbano funciona como um gatilho para a liberação de hormônios do estresse, como o cortisol, gerando consequências de longo prazo para a saúde geral do corpo. A irritação imediata é apenas a ponta do iceberg.

Entre os principais problemas de saúde associados à exposição a ruídos intensos estão:

  • Aumento da pressão arterial e do risco de doenças cardiovasculares.
  • Distúrbios do sono, como insônia e queda na qualidade do descanso.
  • Dores de cabeça, crises de ansiedade e maior irritabilidade.
  • Dificuldade de concentração e queda no desempenho cognitivo.

As regras de trânsito que limitam o uso da buzina, portanto, não servem apenas para organizar o fluxo de veículos. Elas são também uma medida de saúde pública, projetada para reduzir o impacto negativo do ruído na qualidade de vida de todos nas cidades. A orientação para motoristas é clara: usar o sinal sonoro apenas em toques breves e em situações de real necessidade para evitar acidentes.

Tags: audiçãobuzina altapoluição sonoraRiscossaúde
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