Um novo alerta climático indica que as regiões Centro-Oeste e Nordeste do Brasil devem enfrentar um período de seca severa. O fenômeno El Niño, já em formação, deve se manter ativo até o início de 2027, com impactos que podem se estender até o segundo semestre do mesmo ano. A previsão, baseada em modelos meteorológicos, aponta uma probabilidade superior a 96% de permanência do fenômeno, responsável por reduzir o volume de chuvas no Norte e parte do Nordeste.
O impacto já começa a ser sentido. Neste mês de agosto já se observa um padrão de tempo predominantemente seco no Centro-Oeste, Sudeste e no interior do Nordeste. Em contrapartida, o mesmo fenômeno aumenta o risco de chuvas acima da média e novos temporais no Rio Grande do Sul, evidenciando os extremos climáticos que o país enfrentará nos próximos meses.
A preocupação aumenta com as projeções de longo prazo. Os estudos indicam que há 63% de chance de que o El Niño atinja um nível “muito forte” durante o trimestre de novembro de 2026 a janeiro de 2027. Esse cenário agrava os riscos de quebras de safra, crises de abastecimento de água e aumento no número de queimadas.
Diante dessa perspectiva, especialistas e órgãos de meteorologia recomendam que os municípios das regiões afetadas atualizem seus planos de contingência com urgência. A preparação é fundamental para mitigar os danos sociais e econômicos causados pela estiagem prolongada.
Como os municípios devem se preparar para o El Niño
As recomendações focam na adoção de medidas práticas e imediatas para aumentar a resiliência das cidades e do campo. A adaptação a um regime de chuvas irregular se torna essencial para garantir a segurança da população e a continuidade das atividades econômicas. As principais ações sugeridas incluem:
- Gestão de recursos hídricos: criar planos para o racionamento de água, priorizando o consumo humano e a produção de alimentos. É fundamental também buscar fontes alternativas e promover o uso consciente.
- Apoio à agricultura: desenvolver estratégias de suporte para produtores rurais, incentivando o cultivo de espécies mais resistentes à seca e o uso de tecnologias de irrigação eficientes.
- Prevenção de incêndios: monitorar e fiscalizar áreas de risco para evitar o surgimento de focos de incêndio, que se tornam mais comuns e intensos com o tempo seco e o calor.
- Campanhas de conscientização: informar a população sobre a gravidade da situação e a importância de economizar água e energia, além de orientar sobre os cuidados com a saúde em períodos de baixa umidade do ar.







