A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em suas diretrizes atualizadas em 2024, estabelece orientações claras para o tempo de uso de telas por crianças e adolescentes, um guia essencial para pais e responsáveis. O objetivo é equilibrar os benefícios da tecnologia com os riscos que o uso excessivo representa para o desenvolvimento saudável, desde a primeira infância até a juventude.
O excesso de exposição a celulares, tablets e televisões está associado a diversos problemas. Entre eles estão dificuldades de socialização, atraso na fala, problemas de visão, aumento do sedentarismo, transtornos do sono e impactos na saúde mental. Por isso, as recomendações variam conforme a idade.
Menores de 2 anos: exposição zero
Para bebês com menos de 18 meses, a recomendação é taxativa: nenhum tempo de tela. Entre 18 e 24 meses, videochamadas com familiares podem ser permitidas, desde que breves e supervisionadas. Nessa fase, o cérebro está em pleno desenvolvimento e precisa de estímulos do mundo real, como interações humanas e exploração do ambiente.
Crianças de 2 a 5 anos: até uma hora por dia
Nessa faixa etária, o limite diário é de uma hora, sempre com a supervisão atenta de um adulto. É fundamental que o conteúdo seja de alta qualidade, educativo e adequado para a idade. Os pediatras sugerem que os pais assistam junto, conversem sobre o que está sendo visto e estabeleçam regras claras sobre o uso dos aparelhos.
Crianças de 6 a 10 anos: no máximo duas horas
O tempo de tela para crianças em idade escolar deve ser limitado de uma a duas horas por dia. Esse período precisa ser negociado e equilibrado com outras atividades essenciais, como tarefas escolares, prática de esportes, leitura e convívio social. A supervisão dos pais continua sendo crucial para garantir a segurança online.
Adolescentes de 11 a 18 anos: limite de três horas
Para os adolescentes, a SBP orienta um limite de duas a três horas diárias, evitando que passem noites em claro em jogos ou redes sociais. É importante conscientizá-los sobre os perigos da internet e o impacto do uso excessivo na saúde. As telas devem ser desligadas de uma a duas horas antes de dormir.
Para auxiliar as famílias, a SBP recomenda a criação de um “plano de uso de mídias” que se aplique a todos da casa. Esse acordo deve incluir regras como a proibição de telas durante as refeições e a manutenção de quartos como zonas livres de tecnologia. Incentivar atividades offline é uma estratégia complementar para o bem-estar de todos.









