O Ministério da Saúde iniciou a aplicação da chamada “dose zero” da vacina contra o sarampo em bebês de 6 a 11 meses. A medida vale para as cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo e ocorre após a identificação de novos casos da doença, relacionados à importação do vírus.
Essa estratégia de vacinação antecipada busca criar uma barreira de proteção e impedir que o vírus se espalhe. A ação faz parte da Campanha Nacional de Multivacinação, que tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação da população e aumentar a cobertura contra diversas doenças.
O sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus que pode ser fatal. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção. O retorno de casos no país acende um alerta para a importância de manter o esquema vacinal completo e atualizado.
Essa dose substitui o calendário vacinal?
É fundamental entender que a “dose zero” não substitui as vacinas do calendário oficial. Ela funciona como uma proteção extra e temporária para os bebês mais novos, que são mais vulneráveis a complicações graves da doença.
Por isso, mesmo após receberem essa dose antecipada, as crianças devem seguir o esquema de imunização regular. A primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) continua sendo aplicada aos 12 meses de idade.
Já a segunda dose, com a vacina tetra viral (que protege também contra a varicela), deve ser administrada aos 15 meses. O cumprimento rigoroso dessas etapas garante a proteção duradoura contra o sarampo.
Quem mais deve se vacinar contra o sarampo?
A campanha de intensificação não se limita apenas aos bebês. A recomendação é que todas as pessoas de 6 meses a 59 anos que vivem nessas três cidades paulistas procurem um posto de saúde para verificar sua situação.
Quem não tiver o esquema completo ou não souber se já foi vacinado deve receber o imunizante. O objetivo é garantir que o maior número possível de pessoas esteja protegido, dificultando a circulação do vírus na comunidade.
Para receber a vacina, basta comparecer a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com um documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação. A apresentação da caderneta ajuda os profissionais de saúde a avaliar o histórico e aplicar apenas as doses necessárias.










