COVID-19

"Para que essa ansiedade e essa angústia?", diz Pazuello sobre plano de vacinação

Ministro da Saúde minimizou a espera pelo plano de imunização contra a doença que matou 182.799 brasileiros

Sarah Teófilo
Maria Eduarda Cardim
postado em 16/12/2020 12:42 / atualizado em 16/12/2020 14:01
 (crédito: Evaristo Sá/AFP)
(crédito: Evaristo Sá/AFP)

Durante apresentação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, minimizou a espera pelo plano, ao que chamou de "angústia". "O povo brasileiro tem a capacidade de ter o maior programa de imunização do mundo. Somos os maiores fabricantes de vacina da América Latina. Para que essa ansiedade e essa angústia? Somos referência na América Latina e estamos trabalhando", afirmou. Segundo o último balanço do Ministério da Saúde, a covid-19 matou 182.799 pessoas no Brasil, sendo 964 apenas nas últimas 24 horas.

Mais tarde, ao responder a perguntas de jornalistas, o ministro voltou a falar em "angústia". " No Brasil, nós praticamente não temos ainda vacina em quantidade considerável para que a gente possa falar de distribuição. Precisamos produzir mais e ter a capacidade de controlar a ansiedade e a angústia para passarmos esses 45, 60 dias a partir de agora, que serão fundamentais para que se concluam os processos, sejam feitos os registros e sejam produzidas as vacinas, e para que nos iniciemos a grande campanha de vacinação", disse.

Ainda no evento, realizado nesta quarta-feira (16/12), no Palácio do Planalto, Pazuello disse que todas as vacinas produzidas no Brasil, seja pelo Instituto Butantan ou pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), terão prioridade do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo a Coronavac. Ele reforçou que todos os estados serão tratados de forma igualitária e proporcional.

O general afirmou que não há preocupação com a logística da vacinação contra a covid-19 no Brasil. “A logística é simples. Apesar de o nosso país ser deste tamanho, nós temos estrutura, nós temos companhias aéreas, Força Aérea Brasileira, e toda a estrutura já planejada”, indicou.

Também na cerimônia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que na noite de terça-feira (15/12) chegou a dizer que não tomaria a vacina contra a covid-19, baixou o tom e afirmou que "se algum de nós extrapolou ou exagerou foi no afã de buscar solução". Em conflito aberto com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), Bolsonaro disse também estar "irmanado" com os gestores estaduais.

STF

No último domingo (13/12), após o Ministério da Saúde entregar o Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a covid-19 ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski deu 48 horas para que o ministro da Saúde informasse a data de início e previsão de término do plano.

Na terça-feira (15), o governo federal informou ao STF que "não há vacina para uso imediato no mercado brasileiro" contra a covid-19, e que assim que for aprovado o uso emergencial de uma vacina, as doses, depois de compradas, devem levar cinco dias para chegar aos estados.

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