Vacinação emergencial

Covid-19: Índia não se compromete a liberar vacinas na data prevista

Em conversa com o ministro Ernesto Araújo, chanceler indiano mostrou "boa vontade" para enviar os imunizantes, mas disse que, por problemas de logística, isso poderia acontecer nos próximos dias, sem dar datas. Previsão é de que avião que vai buscar a carga decole do Brasil nesta sexta-feira

Sarah Teófilo
Bruna Lima
Maria Eduarda Cardim
postado em 15/01/2021 17:13 / atualizado em 15/01/2021 17:47
 (crédito: JOEL SAGET / AFP)
(crédito: JOEL SAGET / AFP)

O governo indiano não se comprometeu a liberar o carregamento com 2 milhões de doses da vacina de Oxford para o Brasil neste fim de semana. Na última quinta-feira (14) à noite, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, telefonou para o chanceler da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, frisando o pedido de importação das vacinas desenvolvidas pela Universidade de Oxford em parceria com a Astrazeneca.

Na conversa, o chanceler brasileiro identificou haver “boa vontade” do governo indiano para autorizar a exportação da carga, mas falou em problemas de logística pelo fato de a solicitação acontecer justamente no momento em que o país inicia sua campanha de vacinação contra a covid-19. Jaishankar teria dito que o envio acontecerá nos próximos dias, mas sem precisar datas.

Um avião da Azul está preparado para decolar do Brasil com destino à Índia para buscar 2 milhões de doses da vacina, produzidas pelo Instituto Serum. A previsão, até o momento, é de que a aeronave saia do país nesta sexta-feira (15), e retorne no domingo (17). A Azul, entretanto, já afirmou que o avião só sairá do Brasil quando a carga de vacinas estiver 100% pronta.

O voo iria sair na última quinta-feira, mas foi adiado, segundo a companhia, por problemas de logística no preparo da carga. Assim, se antes a previsão de retorno era no sábado (16), passou a ser domingo (17). Na última quinta-feira, o jornal indiano Hindustan Times divulgou que o Brasil estava se precipitando ao enviar um avião para buscar vacinas no país, porque a decisão que autorizaria a exportação ainda não havia sido tomada.

Diante da incerteza em relação à chegada das vacinas, o governo federal já se prepara para fazer a redistribuição aos estados no período mais enxuto possível, a fim de manter a previsão de início da imunização na quarta-feira (20). Para isso, é necessário que todos os entes federados recebam as respectivas doses, já que a promessa do Ministério da Saúde é começar a campanha simultaneamente em todo o país.

Além da chegada das doses, o país depende da autorização de uso emergencial da vacina por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que será decidido no domingo (17), pelo diretório colegiado do órgão.

 

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