CORONAVAC

Governo federal solicita entrega imediata das 6 milhões de doses do Butantan

Ofício enviado pelo Ministério da Saúde ao instituto pede as vacinas contra covid-19 para que seja feito o loteamento para início da logística de distribuição do imunizante

Sarah Teófilo
Bruna Lima
Maria Eduarda Cadrim
postado em 15/01/2021 17:55
 (crédito: AFP / NELSON ALMEIDA)
(crédito: AFP / NELSON ALMEIDA)

O governo federal solicitou em ofício na tarde desta sexta-feira (15/1) que o Instituto Butantan entregue imediatamente as 6 milhões de doses da CoronaVac importadas da China. O ofício, assinado pelo diretor do Departamento de Logística em Saúde, Roberto Ferreira Dias, ressalta a necessidade de obter os imunizantes para organizar a logística de distribuição aos estados. O Ministério da Saúde já anunciou que pretende iniciar o processo de vacinação na próxima quarta-feira, dia 20, às 10 horas.

“Ressaltamos a urgência na imediata entrega do quantitativo contratado e acima mencionado, tendo em vista que este Ministério precisa fazer o devido loteamento para iniciar a logística de distribuição para todos os estados da Federação de maneira simultânea e equitativa, conforme cronograma previsto no Plano Nacional de Operacionalização da vacinação contra a covid-19, tão logo seja concedida a autorização pela agência reguladora, cuja decisão está prevista para domingo”, diz documento direcionado ao diretor do Butantan, Dimas Covas.

A vacina contra a covid-19 está no estado de São Paulo, e terá a sua autorização de uso emergencial analisada e decidida no próximo domingo (17) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O pedido de envio imediato das doses da CoronaVac ao governo federal surge em um momento de indefinição quanto a 2 milhões de doses da vacina de Oxford, em parceria com a Astrazeneca, que deveriam ser importadas da Índia neste fim de semana.

Um avião da companhia aérea Azul está preparado para buscar os imunizantes, mas o governo indiano não se comprometeu a liberar o carregamento no momento. Na última quinta-feira (14) à noite, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, telefonou para o chanceler da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, frisando o pedido de importação das vacinas desenvolvidas pela Universidade de Oxford em parceria com a Astrazeneca.

Na conversa, Araújo identificou haver “boa vontade” do governo indiano para autorizar a exportação da carga, mas foi informado de problemas de logística pelo fato de a solicitação acontecer justamente no momento em que o país asiático inicia sua campanha de vacinação contra a covid-19. Jaishankar teria dito que o envio das vacinas ao Brasil acontecerá nos próximos dias, mas sem precisar datas.

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