Brasileiro está desaparecido na fronteira do México com os EUA

Felipe Gomes Crisóstomo, de 30 anos, foi para o México em 13 de abril e fez o último contato com a família quatro dias depois

Tim Filho - Especial para o EM
postado em 25/06/2021 15:32
 (crédito: Facebook/Reprodução de Internet )
(crédito: Facebook/Reprodução de Internet )

Mineiro de Itambacuri (110 quilômetros de Governador Valadares), o comerciante Felipe Gomes Crisóstomo, de 30 anos, casado e pai de dois filhos, está desaparecido desde 17 de abril, na cidade de Tijuana, México, na fronteira com os Estados Unidos.

Nessa data, ele mandou uma mensagem de áudio à família, bem curta, dizendo que estava saindo para a travessia da fronteira. A partir daí, silêncio total. Felipe não enviou mais mensagens e ninguém sabe o que aconteceu com ele.

A história de Felipe é parecida com a de muitos mineiros do Leste de Minas, que desde a década 1980 migram para os Estados Unidos. O objetivo de todos é trabalhar, receber salários em dólar e dar uma vida melhor para a família, no Brasil. Esse também era o sonho de Felipe.

Movido pelo sonho americano, ele embarcou para o México em 13 de abril e se baseou na cidade de Tijuana, na fronteira com San Diego, Califórnia.

A rota pelo México é usada pelos emigrantes que não têm o visto de entrada em território norte-americano. A travessia, sempre perigosa, é coordenada pelo “coiotes”, homens que conhecem bem a aridez do terreno e os perigos da fronteira.

Os “coiotes” são dados à prática de extorsão e são conhecidos por não preservar a vida dos emigrantes que, em grupo, partem a travessia. Quem fica para trás e não consegue superar os obstáculos naturais, pode ter a morte como destino certo.

Quem avança pode ser preso pela polícia de emigração estadunidense. Chegar ao lado americano é pura sorte.

Infarto 

E são essas possibilidades cruéis que atormentam a família de Felipe, especialmente pais e esposa. Cláudio Crisóstomo, pai de Felipe, disse que dias atrás foi informado que seu filho havia morrido, depois de sofrer um infarto.

A informação não foi confirmada e gerou mais dúvidas. Felipe morreu? Está internado, em coma, em algum hospital mexicano? Foi preso pelas autoridades americanas?

As respostas para essas perguntas levam a família de Felipe ao desespero. Rômulo Gomes, primo dele, disse que um cônsul brasileiro em Tijuana está ajudando a família na busca dessas respostas, mas as autoridades mexicanas parecem não se empenhar.

Até nesta quinta-feira (24/6), não havia novidade sobre o mineiro de Itambacuri, desaparecido no México. 

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