Pandemia

83% dos brasileiros continuarão a usar máscaras depois de vacinados, aponta pesquisa

Estudo foi produzido pela empresa de inteligência de mercado Ipsos e ouviu mais de 12 mil adultos em nove países diferentes

Jonatas Martins*
postado em 16/07/2021 22:23
 (crédito: Franck Fife/AFP)
(crédito: Franck Fife/AFP)

Um estudo encomendado pelo Fórum Econômico Mundial mostra que 83% dos brasileiros continuarão a usar máscaras depois de serem vacinados contra a covid-19. Além disso, 84% disseram que também manterão medidas de distanciamento social após a imunização. Publicada em 8 de julho, a pesquisa foi produzida pela empresa de inteligência de mercado Ipsos e ouviu mais de 12 mil adultos em nove países diferentes.

Em relação à participação em atividades cotidianas após a vacinação contra o coronavírus, 67% dos brasileiros disseram que se sentiram confiantes em restaurantes e 59% em utilizar o transporte público. Menos da metade, 44%, afirmou que frequentariam eventos esportivos e shows.

A confiança na retomada desses hábitos variou bastante entre os países que participaram da pesquisa: 59% no Japão a 82% na Itália para comer em restaurantes, 48% nos EUA a 67% no México para o uso de transporte público, e 38% no Japão a 62% no México para participar de eventos esportivos e shows.

Quando se trata de viagens de avião nas mesmas condições, 55% dos brasileiros estariam confortáveis em voar dentro do próprio país e metade para outros países onde a vacina está disponível. Apenas 27% se sentem seguros em voar para outros países onde a vacina ainda não está disponível.

O estudo foi feito entre 3 e 6 de junho, em uma plataforma virtual, com participantes de 18 a 74 anos nos Estados Unidos e de 16 a 74 anos no Brasil, França, Alemanha, Itália, Espanha, Japão, México e Reino Unido. Dos respondentes, 1.001 eram brasileiros. 

A pesquisa ressalta que as amostras no Brasil e no México são mais urbanas, mais ricas e com maior grau de educação formal do que a população em geral e “devem ser vistas como refletindo os pontos de vista do segmento mais “conectado” da população. 

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