Greve dos Caminhoneiros

Líder da greve dos caminhoneiros em 2018 chama categoria para nova paralisação

Em vídeo divulgado pelo caminhoneiro, o "Chorão" pede para caminhoneiros lutarem pelos direitos deles em greve a partir do dia 1º de novembro

Fernanda Strickland
postado em 31/10/2021 20:26
 (crédito: RobertoParizotti/Divulga??o)
(crédito: RobertoParizotti/Divulga??o)

Líder da greve dos caminhoneiros em 2018, o presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, é um dos principais entusiastas da paralisação prevista para o dia 1º de novembro. Em vídeo, o caminhoneiros faz um pedido a toda categoria: para lutarem pelos seus direitos.

“Estou em São Paulo, buscando apoio de todos os outros segmentos para fortalecer a nossa luta. Para que o Governo tenha sensibilidade e retire o Preço de Paridade de Importação (PPI). Peço apoio a todos os nossos irmãos caminhoneiros que a partir de amanhã (01/11), cruzemos os braços. Você que não está mais aguentando essa situação, como os preços dos combustíveis, as nossas leis que conquistamos que não está sendo cumprida, aposentadoria especial, marco regulatório, DT-e, etc. vamos juntos que juntos seremos mais fortes”, declarou Chorão.

Em nota, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), em conjunto com o sistema de sindicatos e federações, informou que compartilha da insatisfação crescente da categoria devido à precariedade das condições de trabalho e, principalmente, dos valores praticados na contratação dos serviços de frete, que não acompanham os custos decorrentes da operação do transporte rodoviário de cargas.

“Reféns de um sistema perverso que não permite mínimas condições de negociação e liberdade da sua contratação, acabam vítimas com uma fragilidade financeira resultante da desigualdade econômica entre contratantes e contratados, não conseguindo repassar os reajustes dos insumos necessários”, afirma.

A CNTA observa que o trabalho da entidade é focado no desenvolvimento de medidas estruturais relevantes para o transportador autônomo de cargas (TAC), que possibilitem atenuar o desequilíbrio existente e pacificar o setor. “A CNTA dedica-se intensamente na viabilização da contratação direta dos caminhoneiros autônomos para que possam assumir o protagonismo e controle das suas atividades laborais e deixem de ser vítimas do sistema atual”,observa.

Porém, a CNTA informou em nota que ainda não foi consultada sobre nenhum dos temas tido como pauta para eventual movimento de paralisação da categoria e que não apoia a greve. “Informamos que em consulta à base representativa da categoria (sindicatos), não há adesão para qualquer movimento de paralisação ou greve e que uma paralisação neste momento impactaria negativamente ainda mais a vida do caminhoneiro autônomo, além de trazer reflexos nefastos para a sociedade e para a economia do país”.

 

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