Covid-19

Queiroga defende portaria que proíbe demissão de não vacinados

O ministro considerou como "drástica" a decisão de empregadores de dispensar funcionários por recusarem a imunização e disse que o governo quer criar empregos

Israel Medeiros
postado em 04/11/2021 21:04
 (crédito: Foto: Walterson Rosa/MS)
(crédito: Foto: Walterson Rosa/MS)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, veio a público defender a portaria do Ministério do Trabalho e Previdência (MTP) que proíbe a demissão de funcionários que se recusarem a tomar a vacina contra a covid-19. Ele disse que considera “drástico” demitir empregados que não quiserem se vacinar.

“Nós achamos muito drástico demitir pessoas porque elas não quiseram se vacinar. Como médico, eu sempre consegui que meus pacientes conseguissem aderir aos tratamentos na base do convencimento”, disse Queiroga na saída de uma reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux.

“Nós queremos criar empregos, sobretudo empregos formais. Então, essa portaria é no sentido de dissuadir demissões em função de o indivíduo ser ou não vacinado. As vacinas as pessoas devem buscar livremente”, argumentou o ministro da Saúde.

Queiroga tem sido criticado desde que assumiu a Saúde no governo Bolsonaro porque, a exemplo do antecessor, Eduardo Pazuello, atendeu a pedidos ideológicos de Bolsonaro sem base científica, como a defesa da liberação do uso de máscaras antes de ter uma parcela razoável da população vacinada.

Ele também se posicionou contra a vacinação de crianças. Também nesta quinta-feira, o ministro disse que não pretende tomar a terceira dose da vacina tão cedo. “Vou deixar os outros profissionais de saúde tomarem e fazer como o presidente Bolsonaro, vou ser o último”, disse.

A portaria que proíbe demissões de não vacinados foi publicada no dia 1° de novembro pelo MTP e defendida pelo ministro da pasta, Onyx Lorenzoni, que argumentou que deixar de admitir profissionais ou dispensá-los por esse motivo é algo inconstitucional. A iniciativa foi criticada por especialistas e deve, segundo eles, ser derrubada pelo STF.

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