CONSCIÊNCIA NEGRA

Consciência negra: Anamatra promove debate sobre branquitude e magistratura

Evento online tem transmissão gratuita e discute questões relacionadas ao pertencimento racial no Poder Judiciário

Correio Braziliense
postado em 22/11/2021 18:39
 (crédito: Divulgação )
(crédito: Divulgação )

Com o objetivo de convocar magistradas e magistrados do Trabalho e a sociedade para refletir sobre os sentidos derivados do pertencimento étnico-racial atribuído a negros e brancos, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) promove, nesta segunda-feira (22/11), o webinário "A branquitude e o papel da Magistratura na construção antirracista da sociedade".

O evento tem início às 19h e terá transmissão pelo canal da TV Anamatra no Youtube e página da entidade no Facebook. A participação é gratuita, não sendo necessária inscrição prévia. Entre as palestrantes, estão as juízas do trabalho Bárbara Ferrito e Gabriela Lacerda, integrantes da Comissão e como debatedoras, a vice-presidente da Anamatra 5 (BA), Manuela Hermes de Lima, e a juíza Viviane Martins, também da 5ª Região, que integra a comissão de Direitos Humanos da Anamatra. A mediação será feita pela vice-presidente da e entidade e presidente da Comissão Anamatra Mulheres, Luciana Conforti.

O evento marca a celebração do Mês da Consciência Negra e debaterá questões relacionadas ao pertencimento racial no Poder Judiciário, especialmente na Justiça do Trabalho. Para a Anamatra, composta a Magistratura, majoritariamente, por pessoas brancas, é desse lugar social que juízes e juízas estão e reagem ao mundo, interpretando sentidos e relações sob influência de experiências que este lugar social determina.

Representatividade

Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apenas 12,8% da Magistratura no Brasil é formada por pessoas negras, contra 85,9% de pessoas brancas. Na Justiça do Trabalho, apenas cinco tribunais regionais alcançaram parâmetros de inclusão de pessoas negras em seus quadros, mesmo depois da vigência da Resolução CNJ 203/2015.

O ato normativo fixou cotas de ingresso para ampliação de acesso das pessoas pretas e pardas em concursos para a Magistratura. Nesse cenário, os debates do webinário partirão do entendimento de que não basta para enfrentar o racismo se declarar antirracista, mas entender seu caráter estruturante das interações sociais, bem como que o racismo se manifesta para além de condutas individuais moralmente reprováveis.


Serviço

A branquitude e o papel da Magistratura na construção antirracista da sociedade

Dia: 22/11 (segunda-feira)

Horário: 19h

Página do Webinar: https://www.e-inscricao.com/anamatra/papeldamagistratura

Link para a transmissão: https://www.youtube.com/watch?v=PrCKJLDnooA

 

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