Minas Gerais

Policia começa identificação das vítimas do desabamento em Capitólio

Uma das vítimas já foi liberada para ser enterrada; pai e filho estão desaparecidos

Thays Martins
postado em 09/01/2022 13:24 / atualizado em 09/01/2022 14:03
 (crédito: HANDOUT / MINAS GERAIS FIRE DEPARTMENT / AFP)
(crédito: HANDOUT / MINAS GERAIS FIRE DEPARTMENT / AFP)

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) iniciou a identificação dos corpos das oito vítimas do desabamento de um paredão em Capitólio, Minas Gerais. Em coletiva de imprensa, neste  domingo (9/1), a polícia informou que já sabe quem são todos os ocupantes da lancha que foi atingida pela rocha. No momento, 10 pessoas estavam na embarcação, todas eram conhecidas e cinco eram da mesma família. Duas delas ainda estão desaparecidas. 

A única vítima que foi formalmente identificada até o momento foi Júlio Borges Antunes, de 68 anos. Ele era natural de Alpinóplis (MG) e já foi liberado para a família fazer o enterro. O legista responsável pelo caso, explicou que a identificação dos outros corpos deve demorar mais pela quantidade de lesões. "Infelizmente os corpos estão bastante danificados. O reconhecimento simples só foi possível em um caso", destacou o médico legista Marcos Amaral. 

Para fazer a identificação, os legistas estão usando itens que as pessoas estavam vestindo, digitais e arcárias dentárias. Também estavam na lancha, pai e filho que ainda estão desaparecidos. 

Veja a lista

  • Piloto da lancha, 40, Betim (MG)
  • Mulher, 43, de Cajamar (SP)
  • Mulher, 18, de Paulínia (SP); filha da mulher de 43 anos
  • Homem, 67, Anhumas (SP)
  • Mulher, 57, Itaú de Minas (MG); esposa do homem de 57 anos
  • Homem, 37, Itaú de Minas (MG); filho do homem de 57 anos 
  • Adolescente, 14, Alfenas (MG); filho do homem de 37 anos
  • Homem, 24, Campinas (SP)
  • Homem, 35, Passos (MG)

A policia informou ainda que um inquérito foi instaurado para investigar as circunstâncias do acidente. Já se sabe que as lanchas estavam aptas para o passeio. O delegado Marcos Pimenta também explicou que no momento do acidente tinha uma garoa na região, o que para ele impediu que mais pessoas estivessem no local. "Uma rocha daquela não cai de uma hora para outra. É uma ação de tempos em tempos. O clima ontem, por uma sorte assim dizendo, estava com nuvens e uma garoa, caso contrário tinha uma área que poderia ter de 50 a 100 pessoas nadando", afirmou. 

Sobre as circunstâncias do acidente, ele disse que a pericia já começou a ser feita.  "Não descartamos, inclusive, isso os geólogos vão falar, se essa erosão pode ser provocada tanto pela chuva, quanto ter dado choque pelo som das lanches que fazem um escarcéu naquele local. Este é um fato notório que há aglomeração de turistas lá", explicou.


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