Leonardo Victor Citadino da Costa, de 22 anos, foi encontrado morto no Ceresp Ipatinga, no Vale do Aço, nesta quinta-feira (8/1). Ele foi condenado a 98 anos de prisão pelas mortes das irmãs Elisângela Ribeiro da Cruz, de 50 anos, e Camila Keila Ribeiro da Cruz, de 44, em janeiro de 2024, na mesma cidade. O caso é investigado como homicídio.
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De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), policiais penais da unidade foram chamados por detentos de uma das celas, que afirmavam que Leonardo estava desacordado.
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Conforme os registros, o detento estava caído no banheiro da cela, sem sinais vitais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e a morte foi confirmada. O estado em que se encontrava o corpo não foi divulgado pelas autoridades.
Leonardo Victor foi condenado a uma sentença de 98 anos e seis meses pelas mortes das irmãs, em regime fechado. O comparsa dele, Miguel Alves Nascimento, recebeu a sentença de 86 anos e oito meses de prisão, também em regime fechado, mas foi morto a tiros em fevereiro de 2024 quando estava foragido em Governador Valadares.
Leonardo foi admitido no Ceresp Ipatinga em 6 de fevereiro de 2024, um mês após o duplo homicídio, e possuía passagens pelo sistema prisional desde junho de 2020.
Dois dos detentos da cela, ambos de 25 anos, foram classificados como suspeitos. Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) afirmou que eles foram ouvidos por meio da 2ª Central Estadual do Plantão Digital e tiveram as prisões em flagrante ratificadas. Os dois permanecem no sistema prisional e estão à disposição da Justiça.
Um inquérito policial foi instaurado para apurar o homicídio. O caso também é apurado pela direção da unidade prisional, por meio de um procedimento interno também já instaurado.
O crime
Conforme a decisão da Comarca de Ipatinga, Leonardo e o comparsa sequestraram as irmãs e as levaram, em um porta-malas, até um cativeiro. As vítimas foram amordaçadas, tiveram os pés e as mãos amarrados, e, na sequência, foram torturadas e executadas. Elas foram encontradas ainda amarradas em uma rua sem calçamento.
A decisão também reconheceu que, depois do crime, a dupla furtou um carro, dinheiro e bens das vítimas. Os investigados foram considerados culpados pelo Tribunal do Júri e o homicídio foi classificado como duplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa das vítimas e uso de arma de fogo de uso restrito.
