SÃO PAULO

Polícia prende integrantes do PCC ligados à morte de ex-delegado em SP

Entre os detidos está Azul, apontado como membro da cúpula da facção; crime teria sido motivado por vingança contra atuação de Ruy Ferraz na Segurança Pública

A Polícia Civil de São Paulo (PCSP) prendeu, nesta terça-feira (13/1), três integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) apontados como envolvidos no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Entre os detidos está Fernando Gonçalves dos Santos, conhecido como Azul, nome ligado ao alto escalão da facção.

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Também foram presos Márcio Serapião Pinheiro, o Velhote, e um homem identificado apenas como Manoelzinho. Segundo os investigadores, o homicídio teria sido motivado por represália à atuação de Ruy Ferraz enquanto ocupava cargos de comando na Secretaria da Segurança Pública do Estado.

A investigação indica que Azul começou a ficar de olho no ex-delegado desde 2019, quando, durante a gestão de Ruy Ferraz, foi incluído na lista de presos transferidos da Penitenciária de Presidente Venceslau para unidades federais, a pedido do Ministério Público de São Paulo.

Segundo informações preliminares, Márcio Serapião Pinheiro teria atuado no suporte logístico e financeiro da execução, sendo apontado como responsável pelo pagamento a Umberto Alberto Gomes, identificado como um dos atiradores. Umberto morreu posteriormente em confronto com policiais no Paraná. Já Manoelzinho teria ficado encarregado de acompanhar a rotina de Ruy Ferraz no dia em que o crime foi cometido.

Azul foi localizado e preso na Baixada Santista. Velhote acabou detido em Jundiaí, enquanto Manoelzinho foi capturado em Caraguatatuba. Até o momento, a polícia não detalhou quais elementos levaram à conclusão de que os três teriam ordenado a morte do ex-delegado.

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