A vacina recombinante contra o herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro, não será incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU) na segunda-feira (12/1), foi feita pelo Ministério da Saúde e tem a ver com o alto custo.
O medicamento, avaliado para uso em idosos de 80 anos ou mais e em pessoas com mais de 18 anos cujo o sistema imunológico não funciona adequadamente, foi barrado após análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) no Sistema Único de Saúde, instituição que avalia evidências científicas, impacto orçamentário e custo-efetividade de medicamentos, vacinas e procedimentos antes de sua eventual oferta na rede pública.
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Segundo o Ministério da Saúde, a inclusão da vacina contra herpes-zóster no SUS teria o custo de R$ 5,2 bilhões em cinco anos. "Para efeito de comparação, todos os medicamentos distribuídos pelo Programa Farmácia Popular custaram R$ 4,2 bilhões no ano passado", informou a pasta.
Ainda de acordo com o governo, apesar de a vacina não ser integrada ao SUS nas condições analisadas, poderá ser submetida a uma nova inspeção no futuro, caso sejam apresentados fatos novos que possam alterar o resultado da análise.
Atualmente, o imunizante contra o herpes-zóster está disponível somente ao setor privado, custando em média R$ 700 por dose. O esquema vacinal completo exige duas aplicações.
A vacina analisada pela Conitec é a única disponível no Brasil — do tipo recombinante adjuvada — e é considerada um avanço em relação às versões anteriores. Diferente da anterior, feita com o vírus vivo suavizado, a versão recombinante não utiliza o vírus inteiro e oferece maior eficácia e proteção mais duradoura.
Herpes-zóster
De acordo com a Biblioteca Virtual em Saúde, do Ministério da Saúde, a herpes-zóster é uma doença que aparece na pele, causada pelo Vírus Varicela-Zoster (VVZ), o mesmo que provoca a catapora.
Depois de transmitir a catapora, esse vírus permanece “adormecido” no organismo durante toda a vida da pessoa, podendo ser reativado na idade adulta ou em pessoas com baixas defesas no organismo, como as que têm doenças crônicas como hipertensão, diabetes, câncer, Aids, pacientes que fizeram transplante e outras.
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Os sintomas são: dores nos nervos; formigamento, agulhadas, adormecimento, sensação de pressão; ardor e coceira locais; Febre; dor de cabeça e mal-estar.
Ainda de acordo com a pasta da Saúde, depois do aparecimento das lesões, se a pessoa tiver boa saúde, em sete dias mais ou menos todas as bolhas terão criado crosta e a doença praticamente terá chegado ao fim. É sinal de que o vírus não está mais lá e que o sistema de defesa deu conta de controlar a infecção. Ou seja: mesmo sem ter feito nenhum tipo de tratamento a pessoa estará curada.
Existe tratamento precoce com o uso de medicamentos antivirais para diminuir a chance de surgirem as fortes dores, especialmente em pessoas acima de 40 anos de idade. Assim, ao notar o aparecimento das primeiras vesículas, é indicado que o paciente seja examinado pelo médico e receba as orientações necessárias, inclusive para o uso de remédios.
*Estagiário sob supervisão de Andreia Castro
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