NOTA

Delegados da PF falam em 'preocupação' sobre inquérito do Master

Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) divulgou nota em que não cita diretamente Toffoli, mas faz referência a decisões do magistrado sobre o inquérito do Banco Master

Em nota publicada neste sábado (17/1) pela Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), as autoridades policiais se dizem altamente "preocupados" com o andamento do inquérito sobre o caso Master em razão de "indícios" de que prerrogativas da classe "vêm sendo indevidamente mitigadas". A classe reage ao cenário "manifestamente atípico" na investigação, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Segundo o grupo, tal contexto causa "legítima perplexidade institucional". A nota não cita diretamente Toffoli, mas faz referência a decisões do magistrado.

Os delegados destacam que, no bojo da investigação sobre o caso Master, foram determinadas acareações e "prazos exíguos para buscas e apreensões e inquirições". Segundo o grupo, tais procedimentos se dão "à margem do planejamento investigativo estabelecido pela autoridade policial".

Em dezembro, Toffoli chegou a marcar uma acareação entre o Banco Central, o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Ao fim, o representante do BC foi dispensado do procedimento. Além disso, Toffoli externou mal-estar com a PF e atribuiu a corporação "inércia" na abertura da segunda etapa da Operação Compliance Zero.

A nota dos delegados de Polícia Federal menciona ainda determinações sobre o encaminhamento de materiais para "outros órgãos" e a escolha nominal de peritos para a realização de exames nos objetos apreendidos com os alvos da Compliance Zero.

A nota divulgada pela ADPF ressalta que ao STF "compete o exercício da jurisdição constitucional", enquanto aos delegados "incumbe a condução da investigação criminal". A manifestação rememora a atuação conjunta da PF e do STF em investigações anteriores, com a produção de "incumbe a condução da investigação criminal". Também saiu em defesa das investigações conduzidas pela corporação, assentadas em "protocolos técnicos consagrados".

*Com informações da Agência Estado

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