Justiça

Toffoli prorroga investigação da operação da compra do Banco Master pelo BRB

Atendendo a um pedido da PF, ministro fixou mais 60 dias para a conclusão do inquérito. O Banco de Brasília chegou a formalizar a oferta em março do ano passado, mas o negócio foi vetado pelo Banco Central

O magistrado é o relator do inquérito desde dezembro do ano passado -  (crédito: Platobr)
O magistrado é o relator do inquérito desde dezembro do ano passado - (crédito: Platobr)

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou, por mais 60 dias, a investigação da Polícia Federal sobre as supostas irregularidades na operação de venda do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A decisão foi publicada nesta sexta-feira (16/1), após um pedido apresentado pela corporação.  

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"Considero que as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas", determinou no despacho.

O magistrado é o relator do inquérito desde dezembro do ano passado. A investigação tramitava na Justiça Federal em Brasília, mas Toffoli decidiu que o caso tramitaria na Suprema Corte.

A investigação da Polícia Federal indica que o Banco de Brasília (BRB) realizou operações consideradas irregulares com o Banco Master numa tentativa de dar fôlego à instituição de Daniel Vorcaro, enquanto o Banco Central analisava a proposta de aquisição. O BRB chegou a formalizar a oferta em março do ano passado, mas o negócio acabou vetado pelo BC.

Segundo as apurações, o Master vendeu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito que nunca existiram ao BRB e tentou justificar a operação junto a autoridade monetária com documentos falsificados. Investigadores apontam que integrantes da cúpula dos dois bancos produziram títulos fictícios para dar aparência de legalidade à transferência de valores realizada entre janeiro e maio de 2025.

Nas diligências da segunda fase da Operação Compliance Zero, nesta semana, os agentes recolheram 39 aparelhos celulares; 31 computadores; 30 armas; R$ 645 mil em espécie; 23 veículos, avaliados em R$ 16 milhões; e documentos considerados relevantes para o avanço das investigações.

Toffoli determinou que a Procuradoria-Geral da República fique responsável por todo o material aprendido e mantenha os dispositivos eletrônicos carregados e desconectados da internet e rede de telefonia. 

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postado em 16/01/2026 17:12 / atualizado em 16/01/2026 17:13
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