SANTA CATARINA

Delegado adota cão Caramelo vítima de maus-tratos em Santa Catarina

Durante coletiva realizada nesta terça-feira (27/1) sobre o caso do cão Orelha, o delegado Ulisses Gabriel anunciou a adoção de Caramelo

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (27/1), o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, anunciou que adotou o cão Caramelo, um dos animais envolvidos em um dos casos recentes de maus-tratos investigados no estado. A declaração foi feita durante a divulgação dos avanços nas investigações sobre a morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis.

Segundo Ulisses, a atuação da Polícia Civil tem priorizado a causa animal, com destaque para a criação de delegacias especializadas na defesa dos direitos dos animais. Ele afirmou que os casos estão sendo tratados com seriedade e que a instituição tem buscado fortalecer a proteção aos animais vítimas de violência.

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A adoção de Caramelo também foi compartilhada pelo delegado em uma publicação nas redes sociais. No relato, ele relembrou a relação que sempre teve com animais ao longo da vida e contou a história de outros cães que fizeram parte da família.

"Era pequeno quando tive uma Pastora chamada “Matraca”. Depois veio uma guapeca chamada “Tita” e outro Pastor chamado “Jerry Lee”. Eu e a minha esposa, Thayni Librelato, tivemos o Beagle “Marley”, que viveu dez anos conosco e, num triste episódio de fuga, foi atropelado por um veículo. Chorando, juntei ele nos braços e enterrei. O Chow Chow que passamos a chamar de “Mirolho”, por não ter um dos olhos, apareceu e foi adotado. Agora quis o destino que adotássemos o “Caramelo”. “A compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de caráter, e quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem”, escreveu, citando o filósofo Arthur Schopenhauer.

Em outra publicação, o delegado explicou que há, ao menos, dois casos distintos de maus-tratos em investigação. Um deles envolve o cão Orelha, que, segundo laudo pericial, foi agredido com um instrumento contundente. O outro é o caso de Caramelo, que teria sido jogado no mar em uma tentativa de afogamento. “No caso do Caramelo há vídeo. No caso do Orelha, não há vídeo, mas existem testemunhas e outros elementos de prova”, afirmou.

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga a morte de Orelha, um cão comunitário de aproximadamente 10 anos, que era cuidado de forma espontânea por moradores da Praia Brava. O caso veio à tona no dia 16 de janeiro, quando a polícia foi informada do desaparecimento do animal. Dias depois, ele foi encontrado por um de seus cuidadores gravemente ferido e agonizando.

Devido à gravidade dos ferimentos, o cão não resistiu e precisou ser submetido à eutanásia. Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do ato infracional de maus-tratos, com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos durante a investigação.

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