
A primeira-dama Janja Lula da Silva lamentou, nesta terça-feira (27/1), e repudiou a morte do cão Orelha, sacrificado após passar por maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis, no dia 15.
Em postagem no Instagram, Janja afirmou que nunca entendeu "o que se passa na cabeça e no coração de quem tem coragem de maltratar outro ser vivo".
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Além disso, também descartou classificar o episódio como isolado. De acordo com ela, trata-se de um alerta doloroso sobre uma geração de jovens expostos a discursos e conteúdos na internet encarregados por banalizar a violência, assim como transformar a dor em entretenimento. "Quando a brutalidade vira desafio, quando o outro ser deixa de ser visto como alguém que sente, algo está muito errado!", destacou.
Confira o post feito por Janja nas redes sociais:
Morte do animal aconteceu por maus-tratos
Orelha precisou passar por eutanásia, ou seja, por um sacrifício forçado, após ser encontrado agonizando, em decorrência de maus-tratos. O cachorro comunitário teria sido agredido por um grupo de adolescentes, que contaram com a participação de um segundo grupo, composto por adultos.
Eles seriam familiares dos jovens. Também são suspeitos de envolvimento em ações de coação no curso do processo, segundo confirmou a Polícia Civil ao Correio. As investigações seguem em andamento. Assim que os procedimentos policiais forem concluídos, o caso será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.
Veja o texto completo escrito por Janja no Instagram:
"Eu nunca entendi o que se passa na cabeça e no coração de quem tem coragem de maltratar outro ser vivo. Principalmente um ser indefeso, como um cachorro. Acho que por isso o caso do cachorro Orelha, que foi brutalmente assassinado por adolescentes em Florianópolis, tem me causado tanta tristeza e indignação.
Orelha era um cão comunitário, cuidado por diversos moradores da Praia Brava, e amado por todos. Sua morte não é apenas um episódio isolado de crueldade. É um alerta doloroso sobre uma geração exposta, desde cedo, a discursos e conteúdos digitais que banalizam a violência e transformam a dor em entretenimento.
Quando a brutalidade vira desafio, quando o outro ser deixa de ser visto como alguém que sente, algo está muito errado! A perversidade não nasce do nada. Ela é cultivada na omissão, na falta de limites, de cuidado, de presença, e também na impunidade.
Esse caso me faz lembrar de uma frase dita por Caetano Veloso em 1968: “Que juventude é essa que diz que quer tomar o poder?”
Não podemos fechar os olhos para atitudes como essa. Me solidarizo à comunidade que sempre cuidou do Orelha com tanto amor e que, hoje, clama por justiça."

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