LUTO

Morre José Álvaro Moisés, cientista político e fundador do PT, aos 81 anos

O Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP lamentou a morte do professor

José Alvaro Moisés -  (crédito:  Marcos Santos/USP Imagens)
José Alvaro Moisés - (crédito: Marcos Santos/USP Imagens)

O professor José Álvaro Moisés morreu aos 81 anos. O cientista político foi um dos fundadores do Partidos dos Trabalhadores (PT). Ele morreu na sexta-feira (13/2), vítima de afogamento. A informação foi divulgada neste sábado (14/2). 

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O velório será realizado neste domingo (15/2), das 8 às 11 horas, no Salão Nobre do Prédio da Administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). A entrada será aberta a toda a comunidade.

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O Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP lamentou a morte do professor. "Moisés, como lhe conhecíamos, mantinha uma atividade intelectual prolixa e engajada, e com frequência recebíamos suas notícias sobre a organização de seminários, e suas reflexões sobre o futuro da democracia brasileira, direitos humanos e cultura política, áreas nas quais dirigia fóruns como o de Formulação dos Direitos e o Fórum da Democracia", diz a nota.

Moisés se formou em 1970 nas primeiras turmas do Curso de Graduação em Ciências Sociais pela USP, e depois realizou seu mestrado em Política e Governo pela Universidade de Essex (1972), obtendo doutorado em Ciência Política pela USP (1978).

Moisés foi descrito como um incansável construtor de instituições. Ele foi fundador do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP, e foi também o primeiro coordenador do Curso de Gestão de Políticas Públicas da EACH/USP (2004/2006). E como professor Sênior do Instituto de Estudos Avançados da USP, coordenava o Grupo de Pesquisa da Qualidade da Democracia. O professor também foi presidente do Centro de Estudos de Cultura Contemporânea CEDEC (1987-1991), e também Secretário de Apoio à Cultura (1995-1998) e Secretário de Audiovisual (1999-2002) do Ministério da Cultura.

A Associação Brasileira de Ciência Política também manifestou pesar pela morte do professor. "Sua trajetória acadêmica, marcada pelo rigor intelectual e pelo compromisso com a vida pública, deixa um legado incontornável para a área e para gerações de pesquisadoras e pesquisadores", citou.

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postado em 14/02/2026 13:58
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