Um empresário do ramo agrícola foi alvo de uma tentativa de assassinato ao ser cobrado por uma dívida de R$ 1,5 milhão, em Itaberaí, no noroeste de Goiás. Segundo a Polícia Civil do estado, os criminosos lançaram uma granada por meio de drones contra a casa da vítima.
A informação foram divulgadas pelo portal UOL. O Correio tentou contato com a Polícia Civil de Goiás e a Secretaria de Segurança Pública do estado para buscar mais detalhes sobre o caso por dois dias consecutivos, nessa quarta-feira (4/2) e nesta quinta-feira (5), mas não obteve resposta.
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Os ataques ocorreram em duas datas diferentes, nos dias 15 e 17 de janeiro, mas só foram divulgados agora durante o avanço das investigações. No primeiro, realizado no dia 15, os criminosos lançaram a granada por meio de um drone, mas o artefato ficou preso em um objeto da residência e não chegou a explodir.
Dois dias depois, eles realizaram uma nova tentativa. Desta vez, os suspeitos tentaram recuperar a granada que havia ficado no local, mas não conseguiram. O drone acabou caindo dentro da casa do empresário, chamando a atenção.
Segundo o delegado Kleber Rodrigues, responsável pelo caso, a granada utilizada tinha alto poder letal. "Era um artefato capaz de destruir a residência e atingir casas vizinhas, com potencial para matar qualquer pessoa em um raio significativo", explicou.
Ainda segundo a polícia, a motivação do crime está ligada a uma dívida feita pelo empresário após a compra de sementes de milho, realizada por meio de um intermediário. A colheita não teve o retorno financeiro esperado, e o produtor não conseguiu pagar o valor dentro do prazo combinado. Com isso, ele começou a receber ameaças constantes.
Três pessoas foram presas suspeitas de participação na ação. Eles fazem parte de um grupo originário de Primavera do Leste, no Mato Grosso, que, segundo a investigação, é contratado para realizar cobranças violentas e intimidar devedores.
A granada usada no ataque é de uso proibido no Brasil e, de acordo com a polícia, pode ter sido adquirida no Paraguai. O artefato é comumente utilizado em cenários de guerra.
