“Ele foi levando boi, um dia ele se foi no rastro da boiada”, canta Almir Sater. Mas a realidade de vaqueiros tocando gado continua presente. As imagens mostram a impressionante travessia de uma boiada pelas ruas da cidade de Ceres (GO), com 22 mil habitantes e localizada a cerca de 170 quilômetros da capital Goiânia.
Bois e gados, guiados por vaqueiros montados em cavalos e estalando chicotes, tomam a via durante a madrugada, criando uma cena que chamou atenção e despertou nostalgia em muitos internautas. Segundo as publicações, cerca de 1.400 animais participaram da travessia.
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Nos comentários, internautas associaram o vídeo à memória afetiva. “Meu tio fazia o chicote estalar desse jeito. Saudade da minha infância no interior de Minas”, escreveu um usuário. “Quando eu era criança, morava em um vilarejo que era caminho das boiadas. Ficava em cima de um barranco pra ver elas passarem”, contou outro.
Também houve relatos de quem trabalhou no campo. “Bateu saudade de pegar uma boiada no estradão. Só quem trabalhou assim sabe o quanto é prazeroso”, comentou um terceiro perfil.
Entre as mensagens, apareceu ainda a preocupação com o desaparecimento dessas práticas. “Tocar boiada no estradão vai ser uma lenda daqui uns anos. A tradição está acabando”, observou outro.
Tocar boiada é uma tradição centenária ligada à formação econômica e cultural do país. Herdada dos tropeiros, a atividade envolve conduzir o gado por estradas e pastagens, utilizando cavaleiros, bandeiras e o berrante, com toques específicos para orientar o rebanho.
Na pecuária moderna, a quantidade de profissionais envolvidos varia conforme o sistema de produção e o tamanho da boiada. Em manejos intensivos, um vaqueiro pode cuidar de cerca de 500 a 1.200 animais. Já em sistemas extensivos, esse número pode chegar a milhares de cabeças. Em comitivas de transporte, equipes pequenas conseguem conduzir centenas de bois, mas rebanhos acima de mil cabeças normalmente exigem mais trabalhadores.
