FEMINICÍDIO

Vítima de feminicídio morre após receber alta em unidade de saúde

Mulher de 42 anos foi espancada dentro de casa, socorrida a uma UPA e transferida a hospital, onde morreu; polícia investiga atendimento de saúde

Simone Aparecida, 42, foi morta após o companheiro, Rodrigo Clécio, 38, agredi-la a socos na casa em que moravam, na zona leste de São Paulo -  (crédito: Reprodução/Redes Sociais)
Simone Aparecida, 42, foi morta após o companheiro, Rodrigo Clécio, 38, agredi-la a socos na casa em que moravam, na zona leste de São Paulo - (crédito: Reprodução/Redes Sociais)

Uma mulher de 42 anos morreu após ser agredida pelo companheiro, no último domingo (22/3), na zona leste de São Paulo. O caso, registrado como feminicídio, também passou a ser investigado pela Polícia Civil por suspeita de negligência no atendimento médico prestado à vítima.

De acordo com o boletim de ocorrência, que o Correio teve acesso, a agressão ocorreu por volta das 15h, dentro da residência do casal, localizada na Rua Doutor Mário Moura, no bairro São Miguel. A mulher foi atacada com socos pelo companheiro, de 38 anos.

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Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, com apoio da Polícia Militar. No local, os agentes encontraram a vítima ferida. Segundo os policiais, o agressor chegou a dificultar o atendimento médico, sendo contido em seguida.

A mulher foi socorrida inicialmente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, depois, transferida ao Hospital Planalto. Ela não resistiu aos ferimentos.

O suspeito foi preso em flagrante e, segundo a polícia, já era procurado pela Justiça. A autoridade policial solicitou a conversão da prisão em preventiva. O caso foi registrado como violência doméstica e feminicídio no 63º Distrito Policial (Vila Jacuí).

Investigação sobre atendimento médico

Além da apuração criminal sobre a agressão, a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar possível negligência no atendimento de saúde prestado à vítima.

Segundo nota enviada ao Correio, o 22º Distrito Policial (São Miguel Paulista) conduz diligências para esclarecer se houve falhas no atendimento inicial e eventual responsabilidade de profissionais ou unidades envolvidas.

Segundo as apurações, ela teve lesões costela, foi medicada e liberada por volta das 20h. Na própria unidade de saúde, ela chegou a prestar depoimento à polícia, a quem contou que já tinha sido agredida outras vezes e pediu uma medida protetiva contra o marido.

Na manhã do dia seguinte, a vítima voltou a sentir dores e foi encaminhada a outro hospital municipal, onde morreu em decorrência dos ferimentos. A informação também foi repassada à reportagem pela SSP. As circunstâncias do atendimento, desde o socorro na UPA até a transferência hospitalar, serão analisadas no curso da investigação.

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postado em 26/03/2026 12:27
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