A argentina Agostina Páez, de 29 anos, acusada do crime de injúria racial contra um brasileiro, foi autorizada pela justiça do Rio de Janeiro a deixar o Brasil, desde que cumpra algumas medidas. A advogada condenada teve a tornozeleira eletrônica retirada nesta quarta-feira (1º/4), após o pagamento da fiança de R$ 97.260, quantia equivalente a 60 salários mínimos.
Agostina estava sendo monitorada eletronicamente desde 21 de janeiro, quando passou a responder por injúria racial no Brasil. A decisão, assinada pelo juiz da 37ª Vara Criminal da Capital, Guilherme Schilling Pollo Duarte, abre a possibilidade para que a advogada volte para o país de origem. Na decisão, o juiz determinou ainda comunicação à Polícia Federal para viabilizar a saída de Agostina do Brasil.
Agostina é acusada de dirigir ofensas de cunho racial a funcionários de um estabelecimento comercial em Ipanema, na Zona Sul do Rio. O caso teve ampla repercussão devido à circulação de imagens em que a estrangeira aparece imitando um macaco. Ela tenta um acordo com a justiça brasileira para a substituição da pena pelo pagamento de indenização às vítimas e pela prestação de serviços comunitários na Argentina.
A defesa de Agostina argumenta que a cliente não tem antecedentes criminais e demonstrou arrependimento ao longo do processo. Também foram apontadas dificuldades para permanência no Brasil, como a ausência de renda e ameaças. O juiz responsável pela decisão determinou ainda a devolução do passaporte da argentina e a emissão de um documento que permita a saída do Brasil.
*Estagiário sob supervisão de Roberto Fonseca
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