SAÚDE

Brasil bate recorde transplantes, mas 45% das famílias ainda recusam o procedimento

A doação histórica de 31 mil órgãos em 2025 representa um crescimento de 21% em relação a 2022

Entre os transplantes mais realizados estão o de córnea, com 17.790 procedimentos, o de rim, com 6.697, e o de medula óssea, com 3.993 -  (crédito: Ministério da Saúde)
Entre os transplantes mais realizados estão o de córnea, com 17.790 procedimentos, o de rim, com 6.697, e o de medula óssea, com 3.993 - (crédito: Ministério da Saúde)

O Brasil bateu o recorde histórico de transplantes de órgãos e tecidos, com a doação de 31 mil órgãos em 2025. O número representa um crescimento de 21% em relação a 2022, quando 25,6 mil órgãos foram doados. Mesmo com aumento, 45% das famílias brasileiras ainda não autorizam o transplante depois da morte.

A doação de órgão só pode ser feita depois de constatada a morte encefálica, geralmente provocada por traumatismo craniano ou derrame cerebral, que é definida como a perda completa e irreversível das funções cerebrais. Pela lei, depois da morte, o órgão só pode ser doado com autorização da família.

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Entre os transplantes mais realizados em 2025 estão o de córnea, com 17.790 procedimentos, o de rim, com 6.697, o de medula óssea, com 3.993, fígado, com 2.573, e coração, com 427.

Em 2025, o Ministério da Saúde gastou R$ 1,5 bilhão em recursos para o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), responsável por coordenar e monitorar a realização dos procedimentos. Em 2022, o investimento foi de R$ 1 bilhão. Além disso, o transporte dos órgão por companhias áreas e pela Federação Aérea Brasileira (FAB) também cresceu, sendo realizados 4.808 voos, um aumento de 22% de 2022 a 2025.

*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro

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postado em 07/05/2026 16:08 / atualizado em 07/05/2026 16:09
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