
Ana Clara Oliveira, de 21 anos, foi vítima de uma tentativa de feminicídio por parte do namorado em 1º de maio deste ano. Em entrevista ao Fantástico, ela relatou como conseguiu escapar com vida do atentado que acabou deixando uma das mãos decepada. O crime aconteceu em Quixeramobim, município de aproximadamente 80 mil habitantes no interior do Ceará.
Por ordem do então namorado, Ronivaldo Rocha, de 40 anos, Ana Clara foi atacada pelo cunhado, Evangelista Rocha dos Santos, de 34 anos, que pulou o muro da casa da vítima e entrou pela janela. O criminoso desferiu diversos golpes na mulher usando uma foice, deixando vários ferimentos graves nas pernas, braços, costas, rosto e pescoço, tudo enquanto Ronivaldo gritava do lado de fora da casa para o irmão: “Pode matar”.
Para escapar com vida, Ana Clara precisou se fingir de morta até que o criminoso cessasse com os golpes. Na entrevista ao programa da TV Globo, ela contou que teve de esperar que Ronivaldo e o irmão deixassem a região da casa a fim de gritar por socorro a algum vizinho.
A jovem foi atendida por uma equipe do Samu, que colocou o membro amputado da moça em um saco com gelo, para manter a mão resfriada, e a levou para o hospital. Graças ao trabalho dos profissionais e a uma cirurgia de 12 horas, o membro pôde ser reimplantado com sucesso.
Ronivaldo e Evangelista Rocha foram indiciados pela Polícia do Ceará por tentativa de feminicídio. O delegado responsável pelo caso, William Lopes, classificou o crime como feminicídio por se tratar de um caso de violência doméstica, apontando ainda dois agravantes: o primeiro por dissimulação, que ocorre quando o criminoso engana para matar, e o segundo pelo uso de meio cruel. Esses fatores podem aumentar a condenação dos irmãos em até 50%.
*Estagiário sob supervisão de Luiz Felipe
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