Os moradores do prédio atingido pela queda de um avião de pequeno porte no Bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte (MG), já foram informados de que podem começar a retornar às suas residências, no entanto, os apartamentos 301 e 302 ainda não foram liberados.
A liberação foi anunciada pela delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Andréa Pochmann, após o avanço das etapas de retirada dos destroços da aeronave.
Saiba Mais
-
Brasil Idosa de 73 anos é presa com 120 papelotes de cocaína
-
Brasil Destroços de avião que caiu começam a ser retirados em Belo Horizonte
-
Brasil Duas servidoras morrem em ataque a tiros a escola em Rio Branco
-
Brasil Anvisa discute regras mais rígidas na importação de substâncias emagrecedoras
-
Brasil Mulheres são minoria e ganham menos nos cargos de liderança no setor florestal
-
Brasil Governo aumenta para 16 anos a classificação indicativa do YouTube
Segundo o síndico Fausto Avelar, a remoção já retirou do interior do prédio o motor e outras partes da fuselagem do avião. Com isso, uma equipe de limpeza chegou ao local para iniciar o processo de higienização das áreas atingidas.
Fausto informou que os moradores foram avisados sobre o retorno de forma gradual, conforme as condições de segurança em cada unidade. A expectativa é de que, com a limpeza em andamento, o acesso às residências possa ser ampliado.
Retorno
De volta ao prédio, o sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Richard Dourado de Souza, morador do segundo andar, foi um dos primeiros a retornar ao imóvel na tarde desta terça-feira (5/5). Ele voltou ao local para buscar pertences e acompanhar a situação do apartamento.
Ele passou a noite na casa dos pais, que moram próximo ao local, e voltou ao prédio assim que houve liberação parcial. “Fiquei sabendo que podia voltar e vim pegar minhas coisas. Ainda tem muito escombro, mas já dá pra ir voltando aos poucos”, disse.
Richard conta que tudo aconteceu de forma repentina. “Eu ouvi um barulho muito forte da aeronave caindo, depois um estrondo e o prédio tremeu. Foi muito próximo do meu apartamento." Ainda segundo o militar, a reação imediata foi tentar entender o que estava acontecendo e proteger a família. “Minha esposa gritou e eu saí correndo pra ver meu filho e minha família. Eu não sabia de onde tinha vindo o acidente”, afirmou.
O homem chegou a ajudar uma das vítimas logo após o impacto. “Eu consegui visualizar as vítimas e, como eu tinha um torniquete em casa, voltei correndo ao apartamento, peguei e apliquei no rapaz que estava com ferimento na perna até o socorro chegar. Depois acionei o 190 e aguardei os bombeiros”, relatou.
