EQUIDADE

Mulheres são minoria e ganham menos nos cargos de liderança no setor florestal

Relatório mostra crescimento da presença feminina no setor, mas representa menos de 15% nos cargos de liderança

Dados do 4ª Panorama de Gênero do Setor Florestal, produzido pela Rede Mulher Florestal, mostram que a presença feminina corresponde a 22,97% do efetivo, com 7.414 dos 32.272 trabalhadores. -  (crédito: Claudia Torres - Flickr)
Dados do 4ª Panorama de Gênero do Setor Florestal, produzido pela Rede Mulher Florestal, mostram que a presença feminina corresponde a 22,97% do efetivo, com 7.414 dos 32.272 trabalhadores. - (crédito: Claudia Torres - Flickr)

A participação feminina nos cursos de Engenharia Florestal aumentou expressivamente, alcançando 49% do número de graduados de 2009 a 2024, mas essa representatividade não se estende para o mercado profissional. Dados do 4ª Panorama de Gênero do Setor Florestal, produzido pela Rede Mulher Florestal, mostram que a presença feminina corresponde a 22,97% do efetivo, com 7.414 dos 32.272 trabalhadores. O número mostra crescimento em relação ao relatório anterior, com 18%, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. 

Nos cargos de chefia, essa presença é ainda menor. A pesquisa mostra que as mulheres representam apenas 14,3% dos profissionais da alta liderança executiva. O índice vinha de um crescimento, de 8% na primeira edição para 19,5% nas edições seguintes, mas sofreu um decréscimo. De acordo com o relatório, o dado sugere “oscilações no ritmo de avanço” e reforça que “a presença de mulheres nos níveis mais altos de decisão ainda é limitada no setor.”.

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Não só a participação, mas os salários também são menores entre as mulheres. Dados mostram que as mulheres em cargos de liderança executiva recebem o equivalente a  64,1% do recebido por homens nas mesmas funções.  

"Temos mais mulheres presentes, mais empresas comprometidas e uma agenda que amadureceu ao longo dessas quatro edições. Nosso papel é usar os números como ferramenta de ação. Quando olhamos para a liderança executiva e para os salários, temos um mapa claro do que ainda falta construir, e cada dado revelado aqui é um convite às organizações para ir além do compromisso formal e transformar equidade em prática cotidiana, nas equipes, nos processos, nas lideranças e em toda a cadeia produtiva", pontua Bárbara Bomfim, presidente da Rede Mulher Florestal.

A pesquisa aponta ainda para um dado animador: 90,6% das empresas apontaram ter políticas de equidade de gênero e combate à discriminação. O número representa o dobro do percentual observado na primeira edição, de 45,8%.

A pesquisa ouviu 32 empresas das áreas de silvicultura de plantas exóticas, restauração florestal, consultoria, manejo florestal de nativas, manejo comunitário e instuições de ensino e pesquisa pública.

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postado em 05/05/2026 17:33
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