
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou 23.199 importações de produtos à base de cannabis medicinal em março de 2026. O volume representa o maior já registrado em um único mês desde o início da série histórica, em 2015.
O número supera o recorde anterior, de outubro de 2025, que foi de 19.710 permissões. O crescimento foi de 60,1% em relação a março de 2025 e de 22,3% na comparação com fevereiro de 2026.
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Os dados integram um levantamento da Cannect, um ecossistema de saúde, com base em informações obtidas via Lei de Acesso à Informação (LAI). Com o resultado, o primeiro trimestre de 2026 encerrou com 61.162 autorizações, uma alta de 42% frente ao mesmo período do ano passado.
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Para Allan Paiotti, CEO da Cannect, o recorde reflete o amadurecimento do setor e a consolidação da cannabis como uma alternativa terapêutica segura e eficaz. "O crescimento consistente mostra que a barreira do preconceito está sendo vencida pelas evidências clínicas de vida real", afirma.
Principais motivações para o uso
Essas evidências são corroboradas pelo Estudo Guarda-Chuva Cannect Cuida, o maior projeto de pesquisa sobre cannabis medicinal com dados de mundo real da América Latina. O levantamento revela as principais motivações dos brasileiros para buscar a terapia:
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ansiedade: 38,5%
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dor crônica: 25,4%
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insônia: 13,5%
Paiotti reforça que a segurança do paciente é o pilar desse crescimento. Segundo ele, com maior clareza regulatória, os pacientes buscam alternativas regulamentadas, com prescrição e acompanhamento profissional, o que fortalece a credibilidade do setor no Brasil. O executivo também ressalta o potencial do mercado brasileiro em movimentar mais de R$ 1 bilhão em 2026.
O cenário reflete um momento de forte estruturação do setor no país. Além da entrada em vigor da RDC 1.015/2026, que atualiza as diretrizes para produtos em farmácias, o mercado avança com a publicação das regras para o cultivo nacional para fins medicinais e científicos.
O mais recente marco regulatório estabelece que o Brasil já está autorizado a exportar produtos de cannabis finalizados ou como insumos, incorporando o país de forma definitiva na cadeia global de fornecimento.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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