Tragédia

Governo diz que ponte de Limeira não tinha autorização para saltos

Nota foi divulgada após a morte da jovem de 21 anos durante uma atividade de rope jump no interior de São Paulo

Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo -  (crédito: Prefeitura de Limeira)
Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo - (crédito: Prefeitura de Limeira)

A Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), afirmou nesta segunda-feira (15/6) que nunca autorizou a realização de qualquer atividade esportiva na ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), local onde uma jovem de 21 anos morreu após um salto de rope jump. Em nota ao Correio, o órgão informou que a estrutura pertence à União e destacou que não havia autorização para a prática do esporte ou para qualquer outra atividade no local.

A SPU informou ainda que representantes do órgão e da Advocacia-Geral da União (AGU) estiveram na região da ponte nesta segunda para discutir medidas de contenção com as prefeituras de Limeira e Cordeirópolis. Segundo o órgão, a intenção é atuar em conjunto com os municípios para impedir o acesso ao local até que seja definida uma solução permanente para a estrutura.

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De acordo com a nota, as administrações municipais manifestaram apoio à possibilidade de demolição da ponte. A SPU também anunciou que pretende instalar placas informando que a entrada é proibida e adotar barreiras físicas para restringir o acesso. O órgão ressaltou ainda que a transferência da ponte para o patrimônio da União foi oficializada em maio deste ano.

A manifestação da SPU ocorre após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, formada em Educação Física e natural de Jandira (SP). Ela caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros durante um salto realizado no sábado (13/6). Segundo a Polícia Militar, a corda de segurança que deveria protegê-la não foi presa corretamente antes da atividade.

Após o acidente, dois homens deixaram o local, mas foram localizados em uma área de mata próxima com apoio do helicóptero Águia. Ao todo, seis pessoas foram presas. Três instrutores — Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos — foram autuados em flagrante por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte.

Em depoimento, os suspeitos disseram estar “desnorteados” após o ocorrido e não souberam explicar por que a checagem final dos equipamentos não foi realizada. O noivo da vítima passou mal ao presenciar a queda e precisou ser levado para atendimento médico. O caso é investigado pelo 2º Distrito Policial de Limeira.

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postado em 15/06/2026 22:25 / atualizado em 15/06/2026 22:29
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