MERCADO DE TRABALHO

37,1 milhões de empregados trabalham mais de 41 horas por semana

Levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que 47,97 milhões de pessoas estão contratadas no regime CLT

Entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, houve um aumento de 2,17 milhões de vínculos empregatícios -  (crédito:  Reprodução do Flickr Prefeitura de Mossoró)
Entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, houve um aumento de 2,17 milhões de vínculos empregatícios - (crédito: Reprodução do Flickr Prefeitura de Mossoró)

Em meio à discussão sobre o fim da escala 6x1 no Congresso Nacional, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publico, nesta quarta-feira (24/6), um levantamento que revelou que 37,11 milhões dos empregados CLT trabalham mais de 41 horas por semana, o que representa 73,48% do total. Os dados fazem parte da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de fevereiro.

Segundo o ministério, outros 9,24 milhões cumprem jornadas entre 31 e 40 horas semanais, 2,16 milhões, entre 21 e 30 horas, e 1,81 milhão trabalham até 20 horas semanais. A proposta de emenda à Constituição (PEC) que diminui a escala de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas tramita no Senado.

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Esses números representam 62,2 milhões de pessoas que trabalham com vínculos formais, sendo 47,97 milhões com vínculos celetistas e 13,82 milhões com vínculos de agentes públicos, estatutários e pessoas contratadas com contrato por tempo determinado ou em cargo comissionado.

Além disso, houve um aumento de 2,17 milhões de vínculos empregatícios, o que representa um crescimento de 3,6% comparado ao mesmo período do ano passado. Dentre esses, cerca de 1 milhão foram celetistas (2,22%) e 1,091 milhão foram vínculos públicos (8,58%).

Mais jovens e mulheres no mercado

Durante a divulgação do estudo, o ministro Luiz Marinho apontou para o crescimento do número de jovens e mulheres no mercado de trabalho.

“Um dado que chama a atenção é o crescimento do emprego para mulheres e, principalmente, para jovens. A Rais mostra que a grande maioria dos empregos gerados está sendo preenchida por jovens de 18 a 24 anos, contrariando a percepção de que a juventude não demonstra interesse por emprego formal”, ressaltou.

*Estagiária sob a supervisão de Victor Correia

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postado em 24/06/2026 15:35
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