
Em meio à discussão sobre o fim da escala 6x1 no Congresso Nacional, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publico, nesta quarta-feira (24/6), um levantamento que revelou que 37,11 milhões dos empregados CLT trabalham mais de 41 horas por semana, o que representa 73,48% do total. Os dados fazem parte da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de fevereiro.
Segundo o ministério, outros 9,24 milhões cumprem jornadas entre 31 e 40 horas semanais, 2,16 milhões, entre 21 e 30 horas, e 1,81 milhão trabalham até 20 horas semanais. A proposta de emenda à Constituição (PEC) que diminui a escala de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas tramita no Senado.
Esses números representam 62,2 milhões de pessoas que trabalham com vínculos formais, sendo 47,97 milhões com vínculos celetistas e 13,82 milhões com vínculos de agentes públicos, estatutários e pessoas contratadas com contrato por tempo determinado ou em cargo comissionado.
Além disso, houve um aumento de 2,17 milhões de vínculos empregatícios, o que representa um crescimento de 3,6% comparado ao mesmo período do ano passado. Dentre esses, cerca de 1 milhão foram celetistas (2,22%) e 1,091 milhão foram vínculos públicos (8,58%).
Mais jovens e mulheres no mercado
Durante a divulgação do estudo, o ministro Luiz Marinho apontou para o crescimento do número de jovens e mulheres no mercado de trabalho.
“Um dado que chama a atenção é o crescimento do emprego para mulheres e, principalmente, para jovens. A Rais mostra que a grande maioria dos empregos gerados está sendo preenchida por jovens de 18 a 24 anos, contrariando a percepção de que a juventude não demonstra interesse por emprego formal”, ressaltou.
*Estagiária sob a supervisão de Victor Correia

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