
Assessoria do senador confirmou reunião com Lula, mas ainda não há horário definido - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir nesta quarta-feira (24/6) com o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. O encontro já é tratado como certo, e ocorre em meio à repercussão negativa da operação da Polícia Federal (PF) que teve o parlamentar como um dos alvos de mandados de busca e apreensão.
Segundo apurou o Correio, Wagner deve se reunir antes com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que o defendeu publicamente. A assessoria de Jaques Wagner informou à reportagem que não possui detalhes sobre a agenda com Alcolumbre, mas confirmou que o senador terá uma reunião com Lula, embora o horário ainda não esteja definido.
A investigação apura supostas irregularidades relacionadas a operações financeiras envolvendo o Banco Master. Durante as diligências realizadas pela PF, agentes apreenderam valores em espécie, incluindo dólares, e relógios de alto valor, fato que ampliou a repercussão do caso em Brasília.
Nos bastidores do Congresso, a situação de Wagner passou a ser tema de discussões entre aliados do governo e integrantes do PT. Parte dos parlamentares avalia que a manutenção do senador na liderança pode aumentar o desgaste político do Planalto, enquanto outros defendem cautela até que os fatos sejam esclarecidos.
Interlocutores do presidente afirmam que Lula pretende ouvir pessoalmente o senador antes de qualquer decisão sobre seu futuro na função. A avaliação é que o momento exige prudência diante da ausência de acusações formais contra o parlamentar. Lula e Wagner se conhecem há mais de 30 anos.
Planalto alinha resposta
A reunião também deve servir para alinhar o discurso do governo diante da repercussão do caso e das cobranças feitas por adversários políticos. Até o momento, o Palácio do Planalto não sinalizou mudanças na liderança governista no Senado, nem se posicionou oficialmente sobre o caso.
O senador tem negado irregularidades e sustenta que os valores apreendidos possuem origem legal, que são frutos de diárias pagas em missões internacionais.
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postado em 24/06/2026 14:09
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