Parada LGBTQIAPN+

Parada LGBT+ mobiliza multidão em SP por participação política nas eleições

Com o tema "A rua convoca, a urna confirma", o evento celebra três décadas de mobilização da comunidade LGBTQIAPN+

A Parada do Orgulho LGBTQIAPN+de São Paulo tomou a Avenida Paulista neste domingo (7/6), reunindo milhares de pessoas em uma das maiores manifestações do gênero no mundo. Realizado desde 1997, o evento combina celebração e ato político, com foco histórico na defesa de direitos e no combate à LGBTfobia. 

Considerada a maior parada do segmento do planeta, a mobilização paulistana se consolidou como símbolo da visibilidade da comunidade LGBTQIA+ e da pressão por políticas públicas, reunindo, ao longo dos anos, milhões de participantes. 

Neste ano, além da festa, o tom nas redes sociais reforça a dimensão política do evento. A cantora Daniela Mercury publicou mensagem destacando o caráter de resistência da parada e a importância de manter a luta por direitos e respeito, uma pauta recorrente em sua trajetória de ativismo.

A artista também compartilhou aspectos pessoais de sua trajetória. Casada há mais de uma década com Malu Verçosa, Mercury relembrou que, no início do relacionamento, ouviu que assumir publicamente sua união poderia prejudicar sua carreira. “Escolhi pagar para ver”, afirmou.

Segundo Mercury, a decisão de viver o relacionamento de forma aberta resultou na construção de uma família. Juntas, ela e Malu têm três filhas, além de dois filhos mais velhos da cantora, que foram acolhidos pela esposa. A artista define o núcleo como uma “família LGBTQIAPN+” e afirma ter orgulho da trajetória construída.

Na publicação, Daniela Mercury também mencionou desafios atuais enfrentados pela comunidade, como críticas à realização da Parada e debates políticos sobre a presença de crianças e adolescentes no evento. Ainda assim, destacou a continuidade da mobilização: “Aqui ninguém voltará para o armário. Aqui ninguém se cala. Aqui é dia de luta e de orgulho”.

Um dos maiores destaques da Parada foi a fala da deputada federal Erika Hilton, que ressaltou os 30 anos de ocupação da avenida como símbolo de luta e perseverança da comunidade LGBT+. Em seu discurso, ela homenageou figuras históricas do movimento e afirmou que a presença nas ruas vai além da celebração. “Nós estamos nas ruas hoje, não apenas para nos divertir, mas para ocupar com coragem, com dignidade”, disse.

Hilton também destacou que a Parada é um espaço de denúncia. Ela lembrou casos de violência contra pessoas LGBT+, como o assassinato de Luana Barbosa, e afirmou que a comunidade segue enfrentando uma realidade marcada pela LGBTfobia. “Nenhum direito a menos, nenhuma vida a menos”, declarou, ao reforçar a importância da mobilização contínua.

A deputada ainda associou a luta da população LGBTQIA+ a pautas mais amplas, como direitos trabalhistas e participação política, defendendo maior engajamento nas decisões do país. Para ela, a ocupação das ruas e dos espaços de poder é fundamental para garantir avanços sociais.



Mais Lidas