SAÚDE

O que se sabe sobre novo caso suspeito de Ebola em São Paulo

Mulher de 31 anos apresentou febre e diarreia após desembarcar no Brasil e está internada no Emílio Ribas

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo investiga um novo caso suspeito de doença pelo vírus Ebola notificado nesta quarta-feira (10/5), na capital paulista. A paciente é uma brasileira de 31 anos que esteve recentemente na província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo.

Segundo a pasta, a mulher desembarcou no Brasil no sábado (6/6) e começou a apresentar sintomas como febre e diarreia três dias depois. Ela procurou atendimento em um hospital particular da capital na segunda-feira (9/6) e foi transferida durante a madrugada desta quarta para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência nacional para casos suspeitos ou confirmados da doença.

De acordo com a Secretaria da Saúde, a paciente está estável e permanece internada em leito de isolamento, seguindo os protocolos de biossegurança. Um teste rápido para malária apresentou resultado negativo. Até o momento, não há confirmação laboratorial de infecção pelo vírus Ebola. Os exames estão sendo realizados pelo Instituto Adolfo Lutz.

A investigação foi aberta pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) porque a paciente se enquadra nos critérios para caso suspeito, devido ao histórico recente de viagem a uma região com transmissão da doença e à presença de sintomas compatíveis.

Segundo caso suspeito de Ebola registrado em SP

Este é o segundo caso suspeito de Ebola registrado em São Paulo neste ano. Em 1º de junho, a Secretaria da Saúde descartou a suspeita em um homem de 37 anos que também havia chegado da República Democrática do Congo. Exames identificaram a bactéria *Neisseria meningitidis*, causadora da meningite meningocócica. O paciente permanece internado no Emílio Ribas, com evolução favorável do quadro clínico.

Após o primeiro caso suspeito registrado no país neste ano, posteriormente descartado, a Secretaria da Saúde intensificou as ações de vigilância epidemiológica. Nos dias 8 e 9 de junho, o Centro de Vigilância Epidemiológica promoveu treinamento virtual para mais de 1,1 mil profissionais de saúde de todo o estado.

A pasta também atualizou, em 3 de junho, a nota técnica sobre o vírus Ebola, com orientações para identificação, notificação, investigação, manejo e monitoramento de pacientes e contatos. Segundo o CVE-SP, o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece classificado como muito baixo. O órgão também informa que não existem vacinas licenciadas nem tratamentos específicos aprovados para a cepa Bundibugyo do vírus Ebola.

As autoridades de saúde reforçam que o Ebola não é transmitido pelo ar. A transmissão ocorre apenas por contato direto com secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas, após o início dos sintomas. Não há transmissão durante o período de incubação do vírus.

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