LEI SECA

Lei Seca: em 14 anos, mortes no trânsito caem 19,5%

Mesmo com a queda, a efetividade da Lei Seca vem perdendo força nos últimos anos. Em 2024, o número de mortes chegou a mais de 13 mil, um aumento de 6,2% em relação a 2023

Nesta sexta-feira (19/6), o Brasil celebra o aniversário de 18 anos de uma das mais rigorosas leis sobre o consumo de álcool: a Lei Seca. Desde que foi estabelecida a tolerância zero para a bebida na direção, os números de mortes no trânsito caíram significativamente. Entre 2010 e 2024, a taxa de óbito por álcool caiu 19,5%. O dado faz parte da análise do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa).

Apesar disso, a pesquisa aponta para um número preocupante. Em 2024, essa queda perdeu força e o número de mortes chegou a mais de 13 mil, um aumento de 6,2% em relação a 2023.

Os homens representam a maioria das vítimas, com 86,7%, além de fazerem parte de 81,5% das hospitalizações por álcool no trânsito. Segundo o levantamento, em 2025, o Brasil contabilizou quase 103 mil internações. Houve um aumento de 1,9% em comparação com o ano anterior.

Números do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram também que os motociclistas são os mais propensos a sofrerem acidentes fatais. O levantamento do ano passado revelou que, em 2023, 40% das mortes no trânsito ocorreram entre os motociclistas.

O Cisa também mostrou a diferença por região. Dezoito estados apresentam a taxa de mortes por álcool na direção superior à média nacional, como Tocantins, Piauí e Mato Grosso. Espírito Santo, Pará e Acre têm o maior número de internações.

*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro

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