SÃO PAULO

Explosão em vagão operado pela Trivia Trens assusta passageiros em SP

Curto-circuito provocou incêndio em um vagão na manhã desta quinta-feira (23/7); ninguém ficou ferido, mas o caso repercutiu nas redes sociais e levantou questionamentos sobre a privatização

Imagens registradas de como teria ficado o vagão, após a explosão.  -  (crédito: reprodução/@Dennys_Alerts)
Imagens registradas de como teria ficado o vagão, após a explosão. - (crédito: reprodução/@Dennys_Alerts)

Na manhã desta quinta-feira (23/7), passageiros que utilizavam as linhas operadas pela Trivia Trens viveram momentos de tensão após um trem apresentar um curto-circuito seguido de explosão na Zona Leste de São Paulo. Vídeos gravados por pessoas que estavam no local registraram o início das faíscas, a correria dentro do vagão e o desespero dos usuários.

As imagens foram registradas por volta das 5h25, e mostram o momento em que as pequenas faíscas surgem. Em poucos segundos, as fagulhas aumentam e se transformam em chamas se espalhando pelo vagão, levando os passageiros a se afastarem às pressas enquanto gritos tomam conta do ambiente.

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Segundo as informações divulgadas, o incidente envolveu trechos entre as estações Brás e Tatuapé, da Linha 12-Safira, na altura da estação Bresser-Mooca, da Linha 3-Vermelha do Metrô.

Um dos vagões ficou completamente carbonizado após a explosão. Apesar da gravidade da ocorrência, até o momento não há registro de feridos. Equipes da Polícia Militar de São Paulo foram acionadas para auxiliar na retirada dos passageiros e garantir a segurança da área.

Resposta da Trivia Trens

Em entrevista à CBN, o diretor de Operações da Trivia Trens, Paulo Ferreira, afirmou que as causas do incidente ainda estão sendo investigadas e que, neste momento, a principal linha de apuração aponta para uma possível falha no trem. Segundo ele, problemas registrados nos últimos dias foram pontuais e não comprometeram a circulação dos passageiros, diferentemente da ocorrência desta quinta-feira. 

“Neste momento, não vamos levantar hipóteses sem ter certeza do que aconteceu. A principal suspeita é uma falha no material rodante, mas a investigação será aprofundada para confirmar a causa e permitir a adoção das medidas corretivas necessárias para evitar novos episódios”, declarou.

Ferreira também explicou que a retomada da operação exige uma série de procedimentos para garantir a segurança. De acordo com ele, a prioridade inicial foi retirar os passageiros em segurança e controlar o incêndio antes de iniciar o processo de restabelecimento do sistema.

“Trata-se de uma ocorrência complexa. O religamento precisa seguir um planejamento, etapa por etapa, para garantir a segurança das pessoas e da operação. Nossa primeira preocupação foi preservar a integridade dos passageiros que estavam no sistema e, em seguida, conter o foco de incêndio”, afirmou.

O diretor informou ainda que o incêndio foi controlado com o apoio do Corpo de Bombeiros. Paralelamente, a concessionária acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) para auxiliar no transporte dos passageiros. Segundo Ferreira, as subestações de energia já foram religadas e as equipes trabalhavam na retirada das pessoas que permaneciam na via para que a circulação dos trens pudesse ser retomada com segurança.

Repercussão nas redes sociais

O episódio repercutiu rapidamente nas redes sociais, onde internautas demonstraram preocupação com a segurança do transporte e fazem críticas ao modelo de operação privada das linhas. “São Paulo está um caos. É colapso. Todo dia tem um novo problema nos trens e no metrô. Isso não é coincidência, é descaso”, escreveu uma usuária.

Outro internauta destacou que, a situação poderia ter sido mais grave caso o trem estivesse com a lotação habitual. Segundo ele, por ser julho e período de férias escolares, os vagões estavam menos cheios, o que facilitou a saída dos passageiros. “O pessoal só se salvou porque estamos em Julho, tempo de férias escolares. Se fosse agosto iria estar tão lotado que não ia ter pra onde correr." comentou. 

Outro ponto que gerou indignação foi o relato de passageiros de que os botões de emergência não teriam funcionado durante a ocorrência. A informação passou a ser amplamente compartilhada nas redes sociais e aumentou os questionamentos sobre os protocolos de segurança adotados na operação do sistema. Até o momento, não houve posicionamento da empresa sobre essa alegação. A Trívia Trens também não respondeu nossas solicitações de entrevista.

Veja o vídeo: 

*Estagiária sob supervisão de Paulo Floro.

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postado em 23/07/2026 17:45 / atualizado em 23/07/2026 17:45
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