SAÚDE PÚBLICA

Ministério da Saúde prorroga vacinação contra HPV para jovens até dezembro

Estratégia de resgate foca em adolescentes de 15 a 19 anos não imunizados na idade recomendada. No SUS, vacina quadrivalente previne o câncer de colo do útero e outros tumores

O Ministério da Saúde (MS) prorrogou até o dia 31 de dezembro a estratégia especial de vacinação contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos que ainda não foram imunizados. A mobilização, que originalmente seria encerrada em junho, foi estendida para tentar resgatar mais de 600 mil adolescentes que perderam a oportunidade de se vacinar na idade recomendada (9 a 14 anos).

Até o final de junho, a estratégia de resgate já havia alcançado 287.647 jovens. O balanço detalhado aponta que o perfil dos vacinados é composto por 163.502 garotos e 124.172 garotas. Como estratégia de campo, a pasta orientou estados e municípios a reforçarem a vacinação em locais de grande circulação desse público, como escolas e universidades, além das unidades básicas de saúde (UBSs)

Como exemplo regional, cerca de 16 mil gaúchos entre 15 e 19 anos foram vacinados no Rio Grande do Sul desde o início da ação. No estado, os índices de cobertura para o público de rotina, de 9 a 14 anos, registraram alta na comparação de 2024 para 2025: entre as meninas, o percentual passou de 87,10% para 90,67%, enquanto entre os meninos saltou de 71,11% para 79,10%.

No Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina é oferecida em dose única para o público de 9 a 14 anos. Já na rede particular, o esquema para quem tem entre 9 e 19 anos prevê duas doses com intervalo de seis meses, Para os maiores de 20 anos, são necessárias três doses.

Além da campanha de resgate, o imunizante é gratuito no SUS para públicos prioritários com condições clínicas especiais, o que inclui pessoas vivendo com HIV, transplantados, pacientes oncológicos e vítimas de violência sexual. Estudos indicam que a proteção dura pelo menos 15 anos, sendo esta considerada uma das vacinas mais seguras e eficazes do mundo.

O que é o HPV

O HPV (papilomavírus humano) é a infecção sexualmente transmissível de maior circulação global. A vacinação representa a principal barreira contra o câncer de colo do útero, além de prevenir tumores de pênis, ânus, vulva, vagina, boca e garganta.

A vacina utilizada na rede pública é a quadrivalente, que protege contra os subtipos 6, 11, 16 e 18. Destes, os subtipos 16 e 18 são responsáveis por 70% das lesões cancerígenas associadas ao vírus. Por essa razão, a imunização antes do início da vida sexual garante o melhor desempenho do imunizante, pois evita que o vírus se estabeleça de forma persistente no organismo.

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