Meteorologia

Ciclone-bomba no Sul já perde força neste fim de semana

Chuvas fortes atingiram ainda algumas regiões de São Paulo ontem (8/8), mas sem o mesmo vigor da última semana

Após uma semana de intensa ventania e tempestade nas regiões Sul e Sudeste do país, o ciclone extratropical começou a perder força no dia de ontem (8/8). O sábado foi marcado por chuvas mais fortes em algumas regiões de São Paulo, mas sem o mesmo vigor observado nas últimas semanas, quando os vendavais deixaram, ao menos, três mortos no estado, com ventos que chegaram a atingir 125 km/h.

Na Baixada Santista, a previsão para hoje (9) é de chuvas durante boa parte do dia, mas de maneira menos intensa, da mesma forma que a capital paulista deve ter precipitação em horários isolados. A Defesa Civil de São Paulo manteve em funcionamento o gabinete de crise montado no último dia 6, apesar do enfraquecimento do ciclone.

Até a manhã de ontem, foram registradas 15 ocorrências relacionadas às condições meteorológicas, “sem óbitos, desaparecidos, feridos, desabrigados ou desalojados”, como indica o governo paulista. O órgão enviou 28 alertas diretamente aos celulares da população, todos classificados como severos, sendo 25 no dia 6 e mais três anteontem.

Alerta

Neste fim de semana, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) determinou alerta amarelo para tempestades nos estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

Esse sinal indica que os cidadãos devem ficar atentos com potenciais riscos com as chuvas e ventos fortes, mas, geralmente, indicam que elas não devem apresentar perigo verdadeiro à população. No Rio, onde havia a previsão de mais riscos com o ciclone, as tempestades ocorreram abaixo do previsto pelas equipes de meteorologia, apesar dos alertas emitidos pela Defesa Civil.

O dia de ontem foi marcado por ventos abaixo de 90 km/h, que eram esperados para sexta e sábado. O meteorologista consultor climático Francisco de Assis explica que, em ano de El Niño, as chances de ciclones mais intensos ficam ainda maiores.

“Em ano de El Niño, eles pegam energia e ficam mais fortes, devido ao contraste de temperatura. Um semelhante a esse ocorreu em julho de 2023, quando ocorreu um El Niño forte, também”, explica Assis. 

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