A Polícia Civil de São Paulo (PCSP) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (20/8), uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em um esquema de furto mediante fraude eletrônica que teria provocado um prejuízo de aproximadamente R$ 50 milhões ao Banco do Brasil. A ação, batizada de Operação Rastro, é conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia da Divisão de Crimes Cibernéticos (3ª DCCiber), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Ao todo, são cumpridos 37 mandados de busca e apreensão contra 14 investigados, distribuídos por 14 municípios de São Paulo, Minas Gerais, Roraima e Santa Catarina. As medidas foram autorizadas pela Justiça no âmbito de um inquérito que apura desvios realizados contra três empresas que mantinham contas na instituição financeira.
Segundo as investigações, os envolvidos teriam utilizado de forma indevida as credenciais de acesso de dois funcionários do banco, que também são investigados no caso. A partir do exame das movimentações financeiras, os policiais conseguiram acompanhar o percurso dos valores depois que os recursos foram retirados das contas das vítimas.
A apuração aponta ainda que o dinheiro teria sido distribuído entre diversas contas bancárias, estratégia que, segundo os investigadores, buscava dificultar a identificação da origem e do destino dos recursos. A análise financeira permitiu reconstruir o caminho percorrido pelo montante e chegar a outros suspeitos que teriam participado da operação.
Com os elementos reunidos durante o inquérito, a Polícia Civil pediu à Justiça a adoção de medidas cautelares, entre elas a prisão temporária dos investigados. As buscas realizadas nesta quinta-feira têm o objetivo de apreender materiais que possam contribuir para esclarecer a atuação dos suspeitos, individualizar as responsabilidades e ampliar o rastreamento do dinheiro desviado.
Em nota enviada ao Correio, a Polícia Civil informou que a operação reúne equipes de diferentes regiões de São Paulo, incluindo agentes de Ribeirão Preto e Bauru, além do apoio de policiais civis de Minas Gerais, Roraima e Santa Catarina e de outras unidades especializadas.
O Banco do Brasil afirmou, em nota, que "apurações internas realizadas pela instituição identificaram indícios de irregularidades" e que "segue colaborando integralmente com as autoridades".
Veja a nota na íntegra:
"O Banco do Brasil informa que apurações internas realizadas pela instituição identificaram indícios de irregularidades e deram origem à comunicação dos fatos às autoridades competentes, contribuindo para o início das investigações.
O Banco segue colaborando integralmente com as autoridades responsáveis e segue à disposição para apoiar o esclarecimento dos fatos.
Por se tratar de investigação em andamento, o Banco não comenta detalhes do caso para preservar o trabalho das autoridades competentes."
