Os CEOs das companhias aéreas Gol, Azul e Latam gravaram, nessa terça-feira (25/8), mensagens de apoio ao youtuber, influenciador e piloto de avião Lito Sousa, diagnosticado com Creutzfeldt-Jakob (DCJ), doença rara e de caráter neurodegenerativa. Os depoimentos feitos por John Rodgerson (Azul), Celso Ferrer (Gol) e Jerome Cadier (Latam), foram divulgados em um só vídeo pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). A mensagem foi compartilhada pelas companhias. "Hoje os céus se unem por uma causa maior: apoiar quem faz da aviação uma paixão compartilhada", diz a parte inicial da produção.
O chefe da Azul manifestou apoio à família. "Em nome de 15 mil pessoas dentro da Azul, a nossa grande família, estamos torcendo por você, orando, estamos ao seu lado. Obrigado por tudo que você tem feito para ajudar a nossa indústria", afirmou.
O da Gol, citou o trabalho de Lito e elogiou o processo de aproximar o público de assuntos de aviação. "Você é embaixador do nosso setor porque faz milhares de pessoas confiarem na segurança das nossas operações e realizarem o sonho de voar", reconheceu.
"Vamos fazer esse apelo chegar a quem pode ajudar. Cada marcação conta", disse Cadier, da Latam.
Esposa anuncia impossibilidade de tratamento experimental
O youtuber não conseguiu acesso a uma vaga junto à farmacêutica Ionis Pharmaceuticals, responsável por um dos tratamentos experimentais estudados contra o quadro. O anúncio foi feito pela esposa do influenciador, Mila Seidl, via redes sociais.
Por meio das próprias redes, Mila informou, nesta terça-feira (25/8), que a farmacêutica em questão é responsável pelo desenvolvimento do ION717, uma das principais esperanças de Lito para realizar o tratamento.
A empresa relatou que o estudo não está em fase aceitação de novos participantes. Por enquanto, não autoriza, além disso, o uso compassivo do medicamento — em determinadas situações, seria possível que a substância fosse fornecida, sem que houvesse uma inscrição oficial no ensaio clínico.
Outra alternativa, a Broad Institute, ligada a Harvard e ao MIT, informou que a única alternativa disponível no momento é a inclusão de Lito no grupo de controlen de um estudo. O tratamento seria realizado, portanto, com um remédio placebo, e não experimental. Além disso, seria necessário que a família se mudasse para os Estados Unidos, sem a certeza de acesso ao medicamento.
O Ministério da saúde informou que acompanha a situação de Lito, e que conversa de forma constante com a família sobre o desenrolar da condição dele, e da possibilidade da introdução de um tratamento experimental.
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