
Um policial penal foi preso na noite deste domingo (27/9) após a companheira ser morta a tiros dentro de uma casa em Cajamar, na Grande São Paulo. Segundo a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 20h17 e chegou inicialmente às equipes como um chamado por disparo de arma de fogo.
A corporação informou ao Correio que os policiais encontraram a vítima já ferida na cabeça quando chegaram ao endereço.
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"Na noite de domingo (27), por volta das 20h17, policiais militares do 26º BPM/M foram acionados para atender a uma ocorrência inicialmente informada como disparo de arma de fogo, na Rua das Macieiras, 120, Jardim Maringá, em Cajamar/SP."
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a mulher não resistiu. Na nota, a Polícia Militar informou que a vítima tinha 36 anos.
"No local, as equipes encontraram uma mulher, de 36 anos, ferida por disparo de arma de fogo na região da cabeça. Equipes do SAMU realizaram o atendimento, mas o óbito foi constatado no local."
Relatos de vizinhos indicam que o casal teria discutido ao longo do domingo. A suspeita inicial é de que, durante uma nova discussão à noite, o policial penal tenha disparado contra a companheira.
A própria Polícia Militar registrou essa versão ao detalhar as primeiras informações reunidas no atendimento da ocorrência.
"Segundo informações iniciais, durante uma discussão, o companheiro da vítima, policial penal, teria efetuado o disparo."
Familiares relataram que a mulher já havia mencionado episódios de agressão e manifestado a pessoas próximas a intenção de encerrar o relacionamento, embora também dissesse ter medo de se separar. O casal estava junto havia cerca de dez anos e tinha uma filha de 9 anos.
Após os disparos, o pai da vítima acionou a Polícia Militar. As informações iniciais apontam ainda que o policial teria agredido o sogro, que ficou ferido no rosto, com sangramento no nariz, e precisou ser levado a um hospital.
O suspeito acabou detido por agentes da Guarda Civil Municipal de Cajamar. A Polícia Militar informou que a ocorrência ficou sob responsabilidade da corporação municipal. Depois da prisão, o policial foi levado ao 1º Distrito Policial de Cajamar. Na delegacia, ele chegou a alegar que a companheira teria cometido suicídio.
Apesar dessa versão, a ocorrência foi registrada como feminicídio, segundo a pela Polícia Militar.
"A ocorrência foi apresentada no 1º Distrito Policial de Cajamar, onde o caso foi registrado como feminicídio."
A Polícia Civil deverá agora apurar a dinâmica da morte e reunir depoimentos de familiares e testemunhas para esclarecer as circunstâncias do caso.
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