VISITANTE INUSITADO

Elefante-marinho surge em praia do Rio e atrai curiosos

Animal deve ter chegado à costa levado por corrente fria; especialistas alertam para risco de aproximação

elefante-marinho praia do rio -  (crédito: Reprodução/Redes sociais)
elefante-marinho praia do rio - (crédito: Reprodução/Redes sociais)

Um visitante incomum chamou a atenção de quem passou pela Praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (2/10). Um elefante-marinho apareceu na faixa de areia durante a manhã e levou o Corpo de Bombeiros a isolar a área para evitar a aproximação de banhistas.

Por volta das 11h, o animal ainda permanecia próximo à orla e atraía pessoas interessadas em fotografá-lo. Apesar da curiosidade, a recomendação é manter distância, principalmente por se tratar de um macho.

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O biólogo Marcelo Szpilman, do AquaRio, alertou que animais desse porte podem reagir de maneira agressiva quando se sentem ameaçados.

"Machos deste tamanho costumam ser territorialistas e agresivos. Os dentes são fortes. Deve-se manter uma distância segura”, disse à TV Globo.

Já no início da tarde, o elefante-marinho deixou a areia e passou a nadar entre os postos 1 e 2 da praia.

Visitante ainda é jovem

O tamanho pode impressionar, mas o animal observado em São Conrado ainda é jovem. A hipótese é de que tenha chegado à costa fluminense levado por uma corrente fria vinda do Sul.

Segundo Szpilman, ele tem condições de retomar sozinho o caminho e seguir viagem. A presença da espécie no litoral brasileiro é ocasional, já que os elefantes-marinhos vivem principalmente em regiões subantárticas.

Quando chegam às praias, esses animais nem sempre estão feridos ou desorientados. Muitas vezes, utilizam a faixa de areia apenas para descansar. Embora pareçam pouco ágeis fora da água, conseguem se deslocar rapidamente em pequenas distâncias, o que reforça a necessidade de evitar aproximações.

Os machos adultos podem ultrapassar 5 metros de comprimento e pesar mais de 3 toneladas. Uma das características mais marcantes é o apêndice nasal inflável, semelhante a uma pequena tromba, que deu origem ao nome da espécie.

As fêmeas são menores e costumam pesar entre 400 kg e 900 kg. No mar, a espécie se destaca pela capacidade de mergulho: pode alcançar profundidades superiores a 1,5 mil metros e permanecer submersa por mais de uma hora.

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postado em 02/10/2026 14:58
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