O som do ronco, geralmente considerado um incômodo noturno comum, pode indicar questões de saúde que vão além de uma noite de sono perturbada, pois ocorre quando a passagem do ar pelas vias respiratórias está parcialmente obstruída durante o sono, o que pode sinalizar condições como a apneia obstrutiva do sono e riscos aumentados de doenças cardiovasculares.
O que provoca o ronco?
O ronco surge quando os tecidos da garganta vibram devido à obstrução do fluxo de ar pela boca ou nariz. Certas características físicas podem tornar algumas pessoas mais predispostas a roncar, como amígdalas aumentadas, desvio de septo nasal, excesso de peso ou uma língua de tamanho anormal.
Com o passar dos anos, o tônus muscular da garganta tende a diminuir, o que pode piorar a obstrução. Além disso, hábitos como consumo de bebidas alcoólicas, uso de sedativos e dormir de barriga para cima favorecem o deslocamento da língua e da mandíbula para trás.
Para compreender melhor como identificar as causas do ronco e avaliar esse problema, assista ao vídeo a seguir, no qual o médico Dr. Mohamad Saada explica o assunto de forma clara e didática no canal Dr. Mohamad Saada.
Quando o ronco se torna um risco para a saúde?
Nem todo ronco é preocupante, mas alguns sinais merecem atenção especial e avaliação médica. Roncos persistentes e altos, acompanhados de pausas na respiração, engasgos ou sufocamentos noturnos, podem indicar apneia obstrutiva do sono.
Essa condição ocorre quando as vias respiratórias se fecham repetidamente durante o sono, interrompendo o fluxo de oxigênio. A apneia não tratada pode levar à sonolência diurna, dificuldades de concentração e maior risco de hipertensão, AVC e outras doenças cardiovasculares.
Como o ronco se relaciona com problemas cardíacos?
A relação entre ronco frequente e doenças do coração é respaldada por estudos científicos. A revisão sistemática publicada na revista Sleep and Breathing aponta que o ronco habitual eleva em 28% o risco de desenvolver doença arterial coronariana.
Essa análise, que incluiu mais de 151 mil participantes, concluiu que o ronco, mesmo sem a presença de apneia, já representa um fator de risco significativo para problemas cardíacos. Por isso, investigar a causa do ronco é importante para prevenir complicações a longo prazo.

Quais hábitos agravam o ronco e a apneia?
Muitas pessoas que convivem com o ronco desconhecem que alguns hábitos diários podem exacerbar o problema e piorar a qualidade do sono. Dormir em decúbito dorsal facilita o deslocamento de língua e mandíbula, enquanto o uso inadequado de sedativos relaxa excessivamente a musculatura da garganta.
Além da posição de dormir e do uso de medicamentos, outros fatores comportamentais podem intensificar o ronco e a apneia, dificultando o controle do quadro e atrasando o tratamento adequado. Entre os principais hábitos que agravam o problema, destacam-se:
😴⚠️ Hábitos que podem piorar o ronco
| Hábito | Descrição |
|---|---|
| Consumo de álcool à noite | Consumo frequente de álcool próximo ao horário de dormir. |
| Uso inadequado de travesseiro | Uso de travesseiros muito baixos ou muito altos, que prejudicam o alinhamento do pescoço. |
| Excesso de peso sem acompanhamento | Manutenção do excesso de peso sem tentativa de redução ou acompanhamento profissional. |
| Adiar avaliação médica | Demora em buscar avaliação médica mesmo diante de sintomas persistentes. |
💡 Dica: Ajustar hábitos e procurar orientação médica pode ajudar a reduzir o ronco e melhorar a qualidade do sono.
Quais são as opções de tratamento para o ronco e a apneia?
Modificar hábitos de vida costuma ser o ponto de partida no tratamento do ronco. Manter um peso saudável, reduzir o consumo de álcool, evitar sedativos sem orientação e realizar exercícios para fortalecer a musculatura da língua e garganta são medidas benéficas.
Quando essas mudanças não são suficientes, tecnologias como o CPAP, dispositivos orais e, em casos mais severos, cirurgias para corrigir defeitos estruturais podem ser indicadas. Consultar um médico especialista em sono é essencial para avaliação detalhada, diagnóstico preciso e escolha do tratamento mais adequado.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271









