Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Curiosidades

A psicologia diz que as pessoas que guardam lembranças da infância de seus filhos o fazem não só por saudade, mas estão usando uma forma de regulação do humor

Por Paulo Custodio
12/06/2026
Em Curiosidades
Lembranças dos filhos como regulação emocional

Lembranças dos filhos como regulação emocional

Guardar lembranças da infância dos filhos não é só apego ao passado: pode ser uma forma silenciosa de regulação do humor. Ao tocar uma foto, roupa ou desenho, a pessoa acessa um estado emocional que ajuda a atravessar dias difíceis.

Por que uma lembrança pequena pode mexer tanto com o humor?

Uma roupa guardada, um bilhete torto ou uma foto antiga não valem apenas pelo objeto. Eles funcionam como atalhos para uma época em que a relação parecia mais concreta, próxima e protegida.

Quando o presente fica pesado, essas marcas ajudam a reorganizar a emoção. A pessoa não está necessariamente presa ao passado. Muitas vezes, está buscando uma base interna para lembrar quem foi, quem cuidou e o que construiu.

Lembranças dos filhos como regulação emocional
Lembranças dos filhos como regulação emocional

Que ideia explica esse uso emocional das lembranças?

A memória autobiográfica reúne lembranças ligadas à própria história. Ela conecta fatos, emoções, identidade e vínculos, por isso um objeto simples pode ativar muito mais do que uma cena antiga.

No caso dos filhos, a lembrança não mostra apenas a criança que cresceu. Ela também devolve ao adulto uma versão de si mesmo como cuidador, presença e referência.

Os pilares centrais dessa ideia são:

Leia Também

Por que sentimos vontade de olhar pela última vez para um lugar que sabemos que nunca mais veremos? – Uma reflexão sobre despedidas e nossa necessidade de marcar finais

Por que sentimos vontade de olhar pela última vez para um lugar que sabemos que nunca mais veremos? – Uma reflexão sobre despedidas e nossa necessidade de marcar finais

11/10/2026
Se duas pessoas possuem exatamente as mesmas lembranças, qual delas é realmente você? – Uma pergunta filosófica sobre memória, consciência e identidade

Se duas pessoas possuem exatamente as mesmas lembranças, qual delas é realmente você? – Uma pergunta filosófica sobre memória, consciência e identidade

08/10/2026
Pais separados combinam que filho ficará uma semana em cada casa, mas conflito começa quando um deles muda criança de escola sem consultar o outro

Pais separados combinam que filho ficará uma semana em cada casa, mas conflito começa quando um deles muda criança de escola sem consultar o outro

02/10/2026
Adolescente de olhos fechados junto à janela, como quem relembra

Polonês de 16 anos lembra de pelo menos metade dos dias desde 2022 e supera 99% das pessoas em testes de memória autobiográfica

28/09/2026
●
O objeto guardado ajuda a acessar uma memória com carga afetiva forte.
●
A lembrança organiza a própria história em uma sequência com sentido.
●
A emoção do passado pode suavizar tensões do presente.
●
O vínculo com os filhos continua presente mesmo quando a fase já passou.

Quais sinais mostram que a lembrança virou apoio emocional?

Guardar algo dos filhos não significa viver de nostalgia. A diferença aparece quando a lembrança ajuda a pessoa a se acalmar, recuperar perspectiva ou sentir continuidade em meio a mudanças.

Alguns sinais comuns desse padrão são:

  • Rever fotos antigas em dias de cansaço emocional.
  • Guardar desenhos, bilhetes ou roupas mesmo sem uso prático.
  • Sentir conforto ao lembrar fases em que o cuidado era mais visível.
  • Usar objetos antigos para atravessar saudade, culpa ou distância.
  • Voltar a essas lembranças quando os filhos crescem e mudam de rotina.
  • Sentir que a memória devolve sentido ao esforço feito ao longo dos anos.
Lembranças dos filhos como regulação emocional
Lembranças dos filhos como regulação emocional

O que os estudos mostram sobre lembranças positivas e humor?

A armadilha está em tratar lembrança como fraqueza ou excesso de sentimentalismo. Em muitos casos, recordar experiências positivas pode funcionar como estratégia emocional concreta diante do estresse.

Publicado no periódico Nature Human Behaviour, o estudo Reminiscing about positive memories buffers acute stress responses mostrou que recordar memórias autobiográficas positivas reduziu afeto negativo e amortizou a elevação de cortisol diante de estresse agudo.

Leia também: Psicologia diz que pessoas que chegam aos 60 sem insistir em amizades antigas não estão ficando arrogantes

Como usar essas lembranças sem ficar preso ao passado?

A regulação do humor não pede que a pessoa more na lembrança. O mais saudável é usar o passado como ponto de apoio, não como comparação constante contra o presente.

Algumas atitudes ajudam a manter esse equilíbrio:

Sinal Leitura Ação
Saudade intensa A lembrança aparece junto com aperto no peito.
Pode haver desejo de recuperar uma fase que parecia mais simples.
Nomear a emoção sentida
Culpa antiga O objeto ativa arrependimentos sobre escolhas passadas.
A memória pode estar pedindo integração, não punição.
Separar fato de cobrança
Comparação constante O presente parece sempre pior que a infância dos filhos.
A lembrança pode estar virando fuga quando impede contato com o agora.
Limitar o tempo de revisão
Conforto estável A recordação aquece sem paralisar.
A memória funciona como apoio afetivo e senso de continuidade.
Guardar com intenção clara

O que muda quando a saudade ganha nome?

Quando a pessoa entende esse gesto, guardar lembranças deixa de parecer apenas acumular coisas antigas. O objeto vira uma âncora emocional, uma forma de tocar a própria história sem precisar explicar tudo.

As lembranças da infância dos filhos não substituem o presente, mas podem ajudar na regulação do humor. Elas mostram que o cuidado vivido ainda tem efeito, mesmo quando a fase que o originou já passou.

Tags: filhosHumorlembrançasMemória
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados