Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Notícias

Casal permite que cunhado more gratuitamente em apartamento desde que pague condomínio e IPTU; cinco anos depois, descobre dívida superior a R$ 30 mil vinculada ao imóvel

Por Daniely Cardoso
13/10/2026
Em Notícias
Renato e Juliana possuíam um apartamento que estava desocupado quando o irmão de Juliana, Fábio, passou por dificuldades financeiras.  // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Renato e Juliana possuíam um apartamento que estava desocupado quando o irmão de Juliana, Fábio, passou por dificuldades financeiras. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Um casal que permitiu ao cunhado morar gratuitamente em seu apartamento descobriu, cinco anos depois, uma dívida superior a R$ 30 mil em condomínio e IPTU. Na história fictícia de Renato e Juliana, o acordo familiar previa que o ocupante assumiria essas despesas, mas os pagamentos não foram realizados regularmente, colocando o imóvel dos proprietários em risco de cobrança judicial.

Casal empresta apartamento ao cunhado e descobre dívida de R$ 30 mil

Renato e Juliana possuíam um apartamento que estava desocupado quando o irmão de Juliana, Fábio, passou por dificuldades financeiras. Para ajudá-lo, decidiram permitir que morasse no imóvel sem pagar aluguel. A única condição era manter em dia as despesas de condomínio e IPTU, evitando que a ajuda familiar gerasse custos adicionais para o casal.

Durante cinco anos, Fábio permaneceu no apartamento e afirmava que estava cumprindo o combinado. A situação mudou quando Renato solicitou os comprovantes dos pagamentos e consultou os débitos vinculados à unidade. Os registros revelaram mais de R$ 30 mil em cobranças acumuladas, incluindo encargos por atraso. O casal percebeu que o acordo verbal não havia impedido o crescimento da dívida.

Durante cinco anos, Fábio permaneceu no apartamento e afirmava que estava cumprindo o combinado. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Leia também: Homem compra apartamento com vaga de garagem na escritura e descobre que outro morador utiliza o espaço há oito anos

Morar gratuitamente em imóvel de familiar pode configurar comodato

O artigo 579 do Código Civil define o comodato como empréstimo gratuito de bens não fungíveis, situação que pode abranger a cessão de um apartamento para moradia. Diferentemente da locação, não existe cobrança de aluguel. O fato de o ocupante assumir despesas relacionadas ao uso do imóvel não transforma necessariamente o acordo em contrato de locação.

O artigo 582 do Código Civil estabelece que o comodatário deve conservar o bem como se fosse seu e utilizá-lo conforme o contrato ou sua natureza, sob pena de responder por perdas e danos. Já o artigo 584 trata das despesas relacionadas ao uso e gozo da coisa emprestada. No caso de Fábio, seria necessário verificar o conteúdo do acordo familiar e as provas de que ele assumiu os pagamentos.

Leia Também

Pai cede casa ao filho e descobre que ele construiu edícula para alugar sem pedir autorização

Pai cede casa ao filho e descobre que ele construiu edícula para alugar sem pedir autorização

14/10/2026
Casal contrata construtora para entregar casa em oito meses e recebe pedido de mais R$ 60 mil após obra atingir apenas metade do projeto

Casal contrata construtora para entregar casa em oito meses e recebe pedido de mais R$ 60 mil após obra atingir apenas metade do projeto

14/10/2026
Homem deixa motocicleta em depósito fechado e encontra quilômetros adicionais no painel depois de três meses

Homem deixa motocicleta em depósito fechado e encontra quilômetros adicionais no painel depois de três meses

14/10/2026
Nem sempre é preciso trocar os móveis: 7 ajustes na iluminação, nas cores e na organização podem mudar sua sala

Nem sempre é preciso trocar os móveis: 7 ajustes na iluminação, nas cores e na organização podem mudar sua sala

13/10/2026

Quem deve pagar o condomínio quando o apartamento está emprestado?

Mesmo quando um ocupante se compromete a pagar as taxas, os proprietários não ficam automaticamente livres da cobrança condominial. O artigo 1.336, inciso I, do Código Civil estabelece o dever de contribuir para as despesas do condomínio conforme a fração ideal, salvo disposição contrária na convenção. O artigo 1.336, § 1º, prevê encargos pelo atraso, incluindo multa limitada a 2% sobre o débito.

O Superior Tribunal de Justiça já reconheceu que o proprietário pode responder por dívidas condominiais mesmo quando o ocupante assume o pagamento. Isso decorre da natureza propter rem da obrigação, vinculada ao imóvel. Dependendo do processo e das circunstâncias, a inadimplência pode levar à execução e até à penhora da unidade, sem que o acordo particular necessariamente impeça a cobrança.

A análise também deverá considerar valores efetivamente devidos, eventuais pagamentos parciais e a responsabilidade pelos encargos. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

O IPTU também pode ser cobrado dos proprietários do imóvel?

O artigo 34 do Código Tributário Nacional estabelece que o contribuinte do IPTU pode ser o proprietário, o titular do domínio útil ou o possuidor a qualquer título, conforme a aplicação das normas tributárias. Por isso, emprestar o apartamento não garante que Renato e Juliana deixem de ser responsáveis perante a prefeitura.

O artigo 123 do Código Tributário Nacional determina que convenções particulares sobre responsabilidade pelo pagamento de tributos não podem ser opostas à Fazenda Pública para modificar a definição legal do sujeito passivo, salvo disposição de lei em contrário. Assim, mesmo que Fábio tenha prometido pagar o IPTU, a prefeitura poderá cobrar de quem for legalmente responsável. O casal precisaria examinar os exercícios em atraso, os encargos e eventuais processos antes de negociar a regularização.

O casal pode cobrar do cunhado os valores que ele deixou de pagar?

Renato e Juliana poderiam reunir mensagens, comprovantes de pagamentos anteriores, notificações e qualquer documento que demonstrasse o compromisso assumido por Fábio. Se a obrigação de pagar condomínio e IPTU estiver comprovada, poderá existir fundamento para buscar o ressarcimento das despesas que o casal tenha suportado. A análise também deverá considerar valores efetivamente devidos, eventuais pagamentos parciais e a responsabilidade pelos encargos.

Os artigos 389 e 395 do Código Civil tratam das consequências do inadimplemento e da mora, incluindo perdas e danos nas hipóteses previstas em lei. Se o casal também desejar encerrar a ocupação gratuita, deverá avaliar o prazo do comodato e as regras aplicáveis à restituição do imóvel, especialmente o artigo 581. A cobrança e a desocupação não devem ser realizadas por medidas arbitrárias, mas pelos procedimentos juridicamente adequados.

O que essa história fictícia ensina sobre emprestar imóvel a familiares?

A história de Renato, Juliana e Fábio é inteiramente fictícia. Os personagens, o apartamento, os cinco anos de ocupação e a dívida superior a R$ 30 mil foram criados apenas para ilustrar uma situação jurídica possível. O relato não corresponde a um processo real, não reproduz uma decisão judicial específica e não afirma que determinada pessoa tenha deixado de cumprir obrigações.

Na prática, quem empresta um imóvel gratuitamente deve registrar por escrito quem pagará condomínio, IPTU e demais despesas, além de estabelecer prazos e condições de devolução. Também é recomendável consultar periodicamente a administradora e a prefeitura, solicitando comprovantes de quitação. Se já existirem débitos, o caminho é verificar os valores, negociar quando possível e procurar orientação jurídica, pois o acordo familiar não impede necessariamente que cobranças atinjam o patrimônio dos proprietários.

Tags: direitofamíliafinançasimóveis
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados