Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Notícias

Comprador adquire chaleira de inox por R$ 220, o cabo de baquelite derrete na primeira fervura em chama média e a fabricante alega “mau uso por fogo alto”; o consumidor entra com reclamação fundamentada no CDC apontando falha na segurança do isolamento térmico da peça

Por Daniely Cardoso
23/08/2026
Em Notícias
A empresa respondeu de forma padronizada, afirmando que o fogo alto danificou a estrutura e caracterizou uso indevido.

A empresa respondeu de forma padronizada, afirmando que o fogo alto danificou a estrutura e caracterizou uso indevido.

Ao estrear um utensílio novo de R$ 220, o consumidor Marcos viu o cabo de plástico derretido logo na primeira fervura em fogo médio. O suporte da empresa atribuiu a avaria a mau uso por excesso de calor, negando a troca da peça. A história é fictícia, mas ilustra as garantias previstas na lei quando um item doméstico falha em sua função básica.

Como começou o problema com a chaleira nova de Marcos?

O comprador escolheu o modelo em aço inoxidável para equipar a cozinha com segurança doméstica. Ao colocar água para ferver, ele esperava o acionamento do apito enquanto a empunhadura de baquelite protegia as mãos do calor.

A decepção ocorreu em poucos minutos, quando um cheiro forte de queimado tomou o ambiente. O suporte superior amoleceu e deformou completamente sobre o corpo metálico, mesmo com o queimador ajustado em chama média.

O suporte superior amoleceu e deformou completamente sobre o corpo metálico, mesmo com o queimador ajustado em chama média.

Leia também: Motorista embriagado tenta trocar de lugar com o passageiro na blitz da Lei Seca e recebe 2 multas gravíssimas no valor de R$ 5.869,40

O que aconteceu quando a fabricante alegou mau uso?

Ao abrir o chamado de suporte, Marcos enviou imagens da peça avariada e o comprovante fiscal. A empresa respondeu de forma padronizada, afirmando que o fogo alto danificou a estrutura e caracterizou uso indevido.

A recusa transferiu toda a responsabilidade financeira ao cliente, inutilizando o produto no primeiro teste. Sentindo-se lesado pela justificativa automática, o comprador decidiu buscar amparo nas regras de proteção ao consumidor.

Leia Também

Cobrança de mensalidade após o cancelamento da academia é indevida e pode gerar devolução em dobro pelo CDC

Aluno cancela academia por e-mail, continua sendo cobrado por oito meses no cartão e Procon orienta que valores pagos indevidamente podem ser devolvidos em dobro pelo Código de Defesa do Consumidor

15/10/2026
Em voo doméstico, a companhia aérea tem até sete dias para localizar e devolver a mala extraviada

Passageira desembarca de voo doméstico, mala com R$ 12 mil em roupas e presentes não aparece na esteira e companhia aérea tem prazo de sete dias para localizar a bagagem antes de indenizar

15/10/2026
Pet shop responde objetivamente pelos danos ao animal durante o banho e tosa, mesmo sem prova de culpa do funcionário

Tutor deixa cachorro no pet shop para banho e tosa, recebe o animal com cortes na pele e mancando e loja alega que o pet já havia chegado machucado

11/10/2026
Quem deixa o carro na oficina tem direito de ver o veículo parado, e o rastreador pode revelar o uso indevido

Motorista deixa carro na oficina para trocar a embreagem e rastreador mostra o veículo rodando 280 km durante o fim de semana em que deveria estar parado aguardando peça

11/10/2026

O que o Código de Defesa do Consumidor diz sobre o defeito de segurança?

A legislação nacional determina que os utensílios comercializados devem suportar as condições normais e previsíveis de uso. Pelo texto do Código de Defesa do Consumidor, os fabricantes respondem objetivamente por falhas de projeto que comprometam a integridade do usuário.

Quando um componente de isolamento não resiste à temperatura habitual da chama, configura-se defeito de segurança. A responsabilidade legal impõe ao fornecedor o dever de reparar o dano sem repassar encargos indevidos.

A lei impede que a indústria repasse o custo de peças frágeis para a ponta final da cadeia

Por que a responsabilidade sobre o produto não pode ser transferida ao comprador?

As regras de conformidade técnica existem porque o cidadão comum não calcula a resistência química dos materiais de fábrica. O regramento previsto no Código Civil reforça a obrigação de reparar danos causados por falhas construtivas.

A lei impede que a indústria repasse o custo de peças frágeis para a ponta final da cadeia. O isolamento térmico adequado é o padrão mínimo exigido para evitar queimaduras graves e acidentes domésticos.

Quais são as garantias e direitos previstos para esse tipo de falha?

O cliente não precisa se conformar com recusas operacionais diante de falhas térmicas graves. As diretrizes coordenadas pelo Inmetro e a legislação consumerista asseguram direitos claros para solucionar a questão.

As garantias fundamentais previstas em lei são:

01
Garantia legal de 90 dias: prazo obrigatório para reclamar de vícios aparentes em produtos duráveis.
02
Inversão do ônus probatório: dever da fabricante em provar tecnicamente que o consumidor causou a avaria.
03
Restituição ou troca: direito de receber um item novo ou o reembolso integral da quantia paga.

O que muda quando comparamos a resposta da fábrica com o caminho legal?

A diferença entre a alegação da empresa no caso de Marcos e o procedimento legal não está no preço do item, mas no respeito às garantias legais.

A comparação entre a recusa do suporte e a exigência legal fica evidente na tabela:

EtapaO que a fábrica fezO que a lei exige
Atendimento Notificação inicialAlegou culpa do consumidorAvaliar o vício estrutural apontado
Perícia Avaliação da chamaRejeitou a queixa sem laudoComprovar tecnicamente a alegação
Segurança Desempenho térmicoIgnorou a fusão da peçaGarantir resistência ao fogo comum
Desfecho Solução do casoNegou a substituição do bemTrocar a mercadoria ou ressarcir

O que se aprende com a história de Marcos?

A história de Marcos é fictícia, mas reflete a resposta padrão que atinge consumidores diariamente. O ato de aquecer água no fogão não era o problema. O erro residiu na tentativa da empresa de transferir um defeito de fabricação para o usuário.

Quem realmente quer fazer valer seus direitos precisa seguir esse roteiro: documentar o estado da peça com fotografias nítidas, registrar a reclamação por escrito no serviço de atendimento, abrir chamado no Procon e exigir o cancelamento da compra com ressarcimento integral. É um caminho que exige persistência. Mas é o que separa o prejuízo individual do cumprimento efetivo da legislação.

Tags: cdcDireito do Consumidorgarantiavício do produto
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados