Na fronteira entre o Pantanal e a Bolívia, um conjunto de muralhas de pedra se ergue sobre um barranco às margens do Rio Paraguai. É o Forte Coimbra, em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Construído no século XVIII para garantir a posse portuguesa das terras a oeste, ele enfrentou ataques de espanhóis e paraguaios e mudou de mãos durante a guerra. Quase 250 anos depois, a fortificação segue ocupada pelo Exército e pode ser visitada com agendamento.
Por que o Forte Coimbra foi construído?
Para defender a fronteira com a América espanhola. Segundo o portal ipatrimônio, que reproduz informações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o núcleo original do forte, o Presídio de Nova Coimbra, foi construído em 1775 para defender a fronteira portuguesa com os territórios espanhóis, que correspondem aos atuais Paraguai e Bolívia.
A palavra presídio tinha outro sentido. Na época, ela indicava um posto militar em área colonial, e não uma prisão. Segundo o Exército Brasileiro, o Real Presídio de Nova Coimbra foi fundado em 13 de setembro de 1775 e erguido por um efetivo de 245 homens. Em 3 de setembro de 1797, foi lançada a pedra fundamental do forte atual, construído ao lado da antiga estacada.

Como o forte resistiu ao cerco espanhol?
Com poucos homens e muita resistência. Segundo o portal Midiamax, com informações do Exército, o primeiro ataque estrangeiro ocorreu em 1801, quando os invasores contavam com cerca de 800 homens e havia apenas 109 pessoas no forte. A tropa resistiu ao cerco por dez dias e conseguiu repelir o inimigo.
A fé também faz parte dessa história. Segundo o portal Campo Grande News, a resistência de 1801 é atribuída pela tradição local à devoção a Nossa Senhora do Carmo, padroeira do forte. O Exército registra que, em 1864, no início da Guerra do Paraguai, uma esquadra paraguaia atacou o forte, que ficou ocupado de 1864 a 1868 e depois foi reconstruído.
Quais são os marcos da história do forte?
A trajetória da fortificação atravessa quase dois séculos e meio. Estes são os principais marcos.
O que o visitante encontra no Forte Coimbra?
Muralhas, capela e canhões. Segundo o ipatrimônio, o forte tem formato irregular por causa da sua posição, sobre um barranco às margens do Rio Paraguai, e reúne uma capela, uma casa de pólvora, um alojamento, pátios internos e a muralha com os baluartes, além de canhões. O conjunto foi tombado pelo Iphan em 1974.
A visita exige planejamento. O Midiamax registra que a manutenção do forte está a cargo do Exército e que ele é aberto a visitas desde que haja solicitação prévia. O Campo Grande News informa que o Exército tem um projeto, aprovado pelo Iphan, para restaurar a fortificação e criar estrutura para o turismo.

Como é o clima de Corumbá ao longo do ano?
O calor é constante, e a seca se concentra no inverno. Janeiro registra 187 mm de chuva em média, enquanto julho tem apenas 23 mm, e as máximas chegam a 33°C em setembro e outubro.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Uma muralha que ainda vigia o rio
O Forte Coimbra mostra como a fronteira oeste do Brasil foi defendida em um território distante e de difícil acesso. Erguido em 1775, ele resistiu ao cerco espanhol de 1801, foi ocupado na Guerra do Paraguai e voltou às mãos brasileiras, sempre às margens do Rio Paraguai. Hoje, as muralhas tombadas e os soldados que ainda guarnecem o forte mantêm viva uma história que ajudou a desenhar o mapa do país.
Você precisa agendar a visita, chegar ao Forte Coimbra e caminhar pelas muralhas sobre o barranco para entender como essa fortaleza ajudou a definir a fronteira oeste do Brasil.




