Um funcionário da Swisscom foi demitido após 38 anos na empresa depois de ajudar uma vizinha de 83 anos a resolver problemas com produtos e contratos vendidos em uma loja da operadora na Suíça. O caso envolve um iPhone com acessórios de 600 francos suíços, cerca de R$ 3.752,81 pela cotação consultada em 25 de setembro de 2026, e agora será analisado pela Justiça trabalhista.
Funcionário ajudou vizinha de 83 anos com compra na Swisscom
Sébastien Perriard, de 54 anos, trabalhava na Swisscom desde os 16. Segundo informações publicadas pelo Focus, o técnico acompanhou uma vizinha de 83 anos a uma loja da companhia na cidade suíça de Bulle para tentar solucionar uma situação envolvendo produtos e assinaturas que ela afirmava não precisar.
Relatos divulgados pela imprensa suíça acrescentam que a mulher havia ido à loja em novembro de 2025 para comprar um telefone. De acordo com a versão apresentada por Perriard, ela saiu com um iPhone 15 e acessórios que custaram 600 francos suíços, além de assinaturas de serviços. Considerando a cotação de aproximadamente R$ 6,25 por franco suíço consultada em 25 de setembro de 2026, somente o aparelho e os acessórios equivaleriam a cerca de R$ 3.752,81.
Discussão na loja acabou chegando à direção da empresa
No fim de janeiro de 2026, Perriard acompanhou a idosa até o estabelecimento durante seu tempo livre. O gerente da unidade teria considerado inadequada a forma como o funcionário se comportou durante a conversa e comunicou o episódio internamente, enquanto Perriard nega ter sido agressivo e afirma que sua versão é apoiada pela companheira e pela própria vizinha. O problema relacionado aos serviços da cliente teria sido resolvido posteriormente por telefone.

Demissão encerrou vínculo iniciado aos 16 anos
A situação teve uma consequência muito maior para Perriard. Em 9 de março de 2026, ele recebeu a comunicação de que seria desligado da Swisscom, encerrando uma trajetória profissional iniciada ainda na adolescência. O contrato terminou oficialmente em 31 de agosto de 2026, após o período de aviso.
Segundo a representação sindical que acompanha o caso, o trabalhador não teria recebido advertências ou outras medidas disciplinares durante os 38 anos de carreira. Perriard considera a demissão desproporcional e sustenta que estava no estabelecimento como pessoa particular, ajudando uma vizinha, e não exercendo suas funções profissionais relacionadas à área técnica da companhia.
A Swisscom não entrou nos detalhes do episódio devido ao processo judicial em andamento. A empresa, que atua nos mercados de telecomunicações, internet, televisão e tecnologia, é uma das principais companhias do setor na Suíça, como mostra seu perfil institucional oficial. Assim, caberá ao tribunal avaliar se as circunstâncias apresentadas justificavam a medida tomada contra o funcionário.
Lei suíça permite indenização de até seis meses de salário
O ponto central do processo não é apenas determinar se houve comportamento inadequado na loja. A discussão envolve a possibilidade de a dispensa ser considerada abusiva pela legislação suíça. O artigo 336a do Código de Obrigações da Suíça prevê que, em determinadas situações de demissão abusiva, o trabalhador pode receber uma indenização de até seis meses de salário, conforme o texto disponível no portal oficial Fedlex.
Não é possível transformar essa possível indenização em um valor exato em reais porque o salário mensal de Perriard não foi informado nas fontes consultadas. A conversão dependeria do salário reconhecido no processo e da cotação do franco suíço no momento utilizado como referência. Se a Justiça concedesse o limite máximo, o cálculo seria de seis vezes o salário mensal, e somente depois esse total poderia ser convertido com precisão para reais.
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O que acontece agora com o funcionário
Perriard decidiu contestar judicialmente a demissão, com apoio do sindicato Syndicom. Informações divulgadas pela imprensa suíça indicam que uma audiência no Tribunal do Trabalho do distrito de Sarine está prevista para 3 de novembro de 2026. Até uma decisão, permanece em disputa se a conduta atribuída ao trabalhador poderia justificar o encerramento de um vínculo profissional de quase quatro décadas.
Para o leitor brasileiro, o único valor monetário concreto divulgado sobre o episódio pode ser dimensionado com a conversão cambial atual: os 600 francos suíços cobrados pelo iPhone e acessórios representam aproximadamente R$ 3,75 mil. A eventual indenização trabalhista, porém, ainda não pode ser expressa em reais porque depende tanto da decisão judicial quanto do salário de Perriard, informação que não foi tornada pública nas reportagens consultadas.




