Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Notícias

Homem entrega carro ao filho por um semestre e recebe veículo com financiamento de acessórios e dívidas de estacionamento que desconhecia

Por Daniely Cardoso
09/10/2026
Em Notícias
Entre as alterações estavam equipamentos de som e itens de personalização escolhidos pelo filho.  // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Entre as alterações estavam equipamentos de som e itens de personalização escolhidos pelo filho. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Marcelo Ferreira emprestou seu carro ao filho, Lucas, durante seis meses, acreditando que receberia o veículo nas mesmas condições. Quando o automóvel voltou para sua garagem, encontrou acessórios financiados, cobranças de estacionamento e multas que desconhecia. A situação levantou uma dúvida: quem deve pagar pelas despesas feitas durante o empréstimo?

O carro voltou diferente depois de seis meses com o filho

Marcelo havia concordado em emprestar o automóvel para facilitar a rotina de Lucas, que precisava se deslocar diariamente para trabalhar e estudar. O combinado era simples: o jovem utilizaria o veículo durante um semestre, cuidaria da manutenção e arcaria com as despesas de combustível. O pai não esperava encontrar novas obrigações financeiras quando recebesse o carro de volta.

Ao conferir o automóvel, percebeu a instalação de equipamentos que não faziam parte da configuração anterior. Lucas explicou que havia comprado os acessórios de forma parcelada e que ainda existiam prestações pendentes. A surpresa aumentou quando Marcelo consultou a situação do veículo e encontrou débitos relacionados a estacionamento acumulados durante o período.

Marcelo havia concordado em emprestar o automóvel para facilitar a rotina de Lucas, que precisava se deslocar diariamente para trabalhar e estudar. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Leia também: Homem compra terreno do vizinho por R$ 85 mil, paga tudo em parcelas e constrói casa de R$ 190 mil sem fazer escritura; vendedor morre 12 anos depois e herdeiros afirmam que área continua registrada em nome do pai

Acessórios financiados provocaram o primeiro desentendimento

Entre as alterações estavam equipamentos de som e itens de personalização escolhidos pelo filho. Embora Lucas considerasse as mudanças uma melhoria, Marcelo argumentou que não havia autorizado as compras nem concordado com qualquer financiamento. O problema deixou de ser apenas uma questão de gosto e passou a envolver responsabilidade pelas parcelas.

Existe ainda uma preocupação relacionada à regularidade das modificações. O artigo 98 e o artigo 123, inciso III, do Código de Trânsito Brasileiro tratam, respectivamente, da autorização para mudanças nas características de fábrica e da emissão de novo registro quando características do veículo são alteradas. Nem todo acessório exige regularização, mas modificações enquadradas nessas regras precisam de atenção especial.

Leia Também

Fazendeiro permite que vizinho atravesse estrada interna apenas durante época de chuva e, cinco anos depois, dezenas de caminhões usam caminho diariamente como rota principal

Fazendeiro permite que vizinho atravesse estrada interna apenas durante época de chuva e, cinco anos depois, dezenas de caminhões usam caminho diariamente como rota principal

10/10/2026
imóvel de herança

Três irmãos recebem imóvel de herança, mas um deles troca as fechaduras e impede os demais de entrar; conflito vai parar na Justiça

10/10/2026
árvore na divisa do terreno

Vizinho corta árvore que ficava na divisa entre dois terrenos sem avisar e acaba acusado de causar prejuízo à propriedade ao lado

10/10/2026
empréstimo de terreno

Homem empresta terreno ao irmão para guardar materiais por alguns meses e anos depois descobre que ele passou a tratar o espaço como se fosse próprio

10/10/2026

Multas e despesas de estacionamento aumentaram o problema

A segunda descoberta de Marcelo envolveu registros de estacionamento irregular e cobranças de utilização de vagas. O proprietário não sabia quando nem em quais circunstâncias os débitos tinham surgido. A situação mostrou que emprestar o veículo não impede que determinadas pendências apareçam vinculadas à sua placa.

O artigo 181, inciso XVII, do CTB prevê infração por estacionar em desacordo com as condições regulamentadas pela sinalização. Entretanto, é necessário distinguir multas de trânsito de cobranças contratuais feitas por estacionamentos privados. Estas últimas dependem das condições do serviço e não se transformam automaticamente em infrações de trânsito.

Quem deve responder pelas multas cometidas pelo filho?

A legislação diferencia as obrigações do proprietário e as do motorista. Conforme o artigo 257, parágrafos 2º, 3º e 7º, do CTB, infrações relacionadas à regularização e às condições do veículo cabem ao proprietário, enquanto aquelas decorrentes de atos praticados na direção são atribuídas ao condutor. Quando o infrator não é identificado imediatamente, existe um prazo de 30 dias, contado da notificação de autuação, para sua indicação conforme as regras aplicáveis.

Mas identificar o motorista não significa necessariamente retirar o débito do veículo. O artigo 131, parágrafo 2º, do CTB condiciona o licenciamento à quitação dos débitos legalmente vinculados ao automóvel, independentemente de quem cometeu a infração. Assim, Marcelo poderia precisar resolver as pendências para manter a documentação regular, mesmo que discutisse posteriormente com Lucas o ressarcimento dos valores.

O financiamento pode ser cobrado de quem é dono do carro?

O fato de determinados acessórios estarem instalados em um veículo não torna seu proprietário automaticamente responsável pelo contrato utilizado para comprá-los. Se Lucas contratou o parcelamento exclusivamente em seu nome, a obrigação de pagamento, em regra, permanece com ele. A análise muda quando existem garantias, autorizações ou documentos que envolvam outras pessoas ou o próprio automóvel.

O artigo 39, inciso VI, e o artigo 46 do Código de Defesa do Consumidor estabelecem proteções relacionadas à autorização de serviços e ao conhecimento prévio das condições contratuais. Se uma financeira tentasse responsabilizar Marcelo por uma contratação que ele não realizou, seria necessário verificar os documentos e a origem da cobrança. A simples relação familiar não representa autorização para assumir dívidas.

A segunda descoberta de Marcelo envolveu registros de estacionamento irregular e cobranças de utilização de vagas. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Como Marcelo poderia resolver as pendências sem aumentar o conflito?

O primeiro caminho seria separar as despesas por origem. Marcelo precisaria consultar os registros de trânsito, verificar as notificações, identificar eventuais multas e solicitar ao filho os contratos dos acessórios. Com esses documentos, seria possível distinguir as obrigações do motorista daquelas relacionadas à propriedade e à regularização do carro.

Também seria prudente conversar sobre o pagamento das parcelas e das despesas de estacionamento, registrando os compromissos assumidos por cada um. Caso houvesse cobranças indevidas, seria possível contestá-las perante a empresa ou o órgão responsável, respeitando os prazos previstos. Um acordo por escrito poderia ajudar a evitar novas divergências, especialmente se ainda existissem valores a vencer.

O que essa história fictícia ensina sobre emprestar um veículo?

Esta é uma história fictícia. Marcelo Ferreira, Lucas e os acontecimentos apresentados foram criados exclusivamente para ilustrar situações que podem ocorrer quando alguém empresta um automóvel a um familiar. O enredo não corresponde a um caso real identificado, e os personagens não representam pessoas envolvidas em uma ocorrência comprovada. As referências legais, por sua vez, correspondem a dispositivos da legislação brasileira.

O contexto serve apenas para mostrar a importância de definir antecipadamente quem pagará multas, estacionamento, manutenção e possíveis modificações no carro. Antes de um empréstimo prolongado, também é recomendável verificar o seguro e estabelecer regras para despesas não autorizadas. A medida mais segura é combinar responsabilidades claras antes de entregar as chaves, evitando que um favor familiar termine em um problema financeiro.

Tags: direitofinançastrânsitoVeículos
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados